Revista Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh <p>A&nbsp;<strong>Revista Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano (RBCEH)</strong>&nbsp;é editada sob a responsabilidade do&nbsp;<a href="http://ppgeh.upf.br/">Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano (PPGEH)&nbsp;</a>da&nbsp;<a href="http://www.upf.br/">Universidade Passo Fundo</a>. A&nbsp;<strong>RBCEH</strong>&nbsp;é um periódico interdisciplinar que tem como objetivo publicar trabalhos relevantes e originais de pesquisas inéditas em diversas áreas de conhecimento, tais como saúde, educação, ciências exatas, sociais aplicadas. A&nbsp;<strong>RBCEH</strong>&nbsp;é uma revista de acesso aberto de publicação quadrimestral, sem custos de edição para os autores. É um periódico que busca publicar os resultados de estudos desenvolvidos pela comunidade nacional e internacional de pesquisadores em temas como geriatria, gerontologia, envelhecimento humano e velhice.<br><br>eISSN: 2317-6695 (edição on-line)</p> pt-BR <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/"><img alt="Licença Creative Commons" style="border-width:0" src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/4.0/88x31.png" /></a><br />Todos os artigos estão licenciados com a licença <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a>. rbceh@upf.br (Charise Dallazem Bertol e Adriano Pasqualotti) pasqualotti@upf.br (Adriano Pasqualotti) Qui, 06 Fev 2020 00:03:06 -0300 OJS 3.1.1.2 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Contra Capa http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10603 Editores RBCEH ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10603 Qua, 05 Fev 2020 23:55:46 -0300 Editorial SBGG http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10478 Eduardo dos Santos de Lima, Dáfne dos Santos Ribeiro, Luísa Victória Biasi, Charise Dallazem Bertol ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10478 Sex, 20 Dez 2019 00:00:00 -0300 Sumário http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10604 <p>Sumário SBGG</p> Editores RBCEH ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10604 Qui, 06 Fev 2020 00:01:25 -0300 AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE POLIFARMÁCIA EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10356 <p>Introdução: com o aumento da expectativa de vida da população, aumenta o contingente de portadores de doenças crônicas, que necessitam do uso de medicamentos.Porém,o grande número de medicamentos e as alterações inerentes ao processo de envelhecimento aumentam a vulnerabilidade<br>aos eventos adversos a medicamentos, seja por reações adversas, seja por interações medicamentosas¹. Objetivo: avaliar a prevalência de polifarmácia em idosos institucionalizados e quais as principais classes medicamentosas em uso. Metodologia: estudo transversal realizado em 2018 numa ILPI municipal, em Canoas,RS. Todos os idosos residentes a partir dos 60 anos participaram do estudo.Para a coleta de dados, foram analisadas as medicações de uso contínuo contidas nos prontuários de cada idoso e utilizado o critério de polifarmácia como sendo o uso de cinco ou mais medicamentos.Resultados: a amostra final foi de 48 idosos, sendo que apenas um foi excluído por ter idade inferior a 60 anos.A faixa etária variou entre 61 a 96 anos, sendo 45,8% do sexo masculino e 54,2% do feminino. Apenas 33,3% usa menos de 5 medicamentos, sendo que, nesse grupo, 50% utiliza 4. Ademais, 22,9% usam 5 medicamentos, 8,33% usam 6, 22,9% usam 7, 6,25% usam 8, 4,16% usam 9 e 2,08% usam 11, sendo esse o número máximo de medicamentos utilizado. Além disso, o sexo masculino apresentou uma média de 5,7 fármacos, enquanto o feminino de 5. Em relação aos medicamentos utilizados, 68,7% dos idosos toma algum anti-hipertensivo, 50% antiplaquetários, 43,7% inibidores seletivos de receptação da serotonina, 39,5% neurolépticos, 35,4% benzodiazepínicos, 35,4% anti-epiléticos, 23% hipoglicemiantes, 14,6% anti-parkinsonicos e 8,3% inibidores da colinesterase.Conclusão: os grupos de medicamentos mais utilizados na prática de<br>polifarmácia refletem a alta prevalência de doenças cardiovasculares e diabetes entre a população idosa, assim como quadros de insônia, ansiedade e estados confusionais.No estudo realizado, também foram essas as doenças que implicaram num maior uso de medicações, apesar de a presença de diabetes não ter sido uma das mais prevalentes. Ademais, tendo em vista que 66,7% dos idosos da amostra apresentam polifarmácia, o estudo vai de encontro ao que a literatura revela sobre os altos índices de polifarmácia nessa população.</p> Alessandra Santos Menin, Crissiane Melo Nepomuceno, Paulo Roberto Cardoso Consoni ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10356 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 IDOSOS PORTADORES DE DOENÇAS NEGLIGENCIADAS: REVISÃO NARRATIVA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10359 <p>Introdução: O Brasil, bem como os países em desenvolvimento passaram por uma mudança epidemiológica nos últimos 30 anos. Se antes se destacavam as doenças contagiosas, atualmente, o cenário impera as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Atualmente no Brasil destacam-se como Doenças negligenciadas (DNs): Doença de Chagas, Leishmanioses, Malária, Hanseníase, Tuberculose, Dengue, Febre Amarela, Raiva, Hantavírus, Hepatites virais, Gastroenterites virais, Rotavírus, entre outras. Não só prevalecem em condições de pobreza, mas também contribuem para a manutenção do quadro de desigualdade social. A Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs recentemente essa denominação ‘doenças negligenciadas’, referindo-se àquelas enfermidades, geralmente transmissíveis, que apresentam maior ocorrência nos países em desenvolvimento. Objetivo: Conhecer as doenças negligenciadas prevalentes em idosos. Metodologia: revisão integrativa da literatura cientifica, usando a base de dados BVS, utilizando os descritores: Negligenciadas e Idosos. Resultados parciais: Na primeira parte do estudo foi realizada uma busca em que foram encontrados 605 artigos. Após aplicados os filtros da pesquisa no site, com os termos idosos, doenças negligenciadas, internacionais e tropicais, apareceram 50 artigos, a maioria em inglês, entre 2011 e 2018, sendo que 7 deles são vinculados ao Brasil. Em uma leitura preliminar, apenas 14 estão relacionados diretamente com a temática em estudo, porém não encontramos artigos que tratam apenas de revisar as doenças em idosos. Conclusões: foi encontrada escassa literatura sobre Doenças Negligenciadas, mormente em idosos, e os artigos fazem referência ao tema relatando especialmente sobre doenças como Lepra, Malária, Leishmaniose, Parasitoses intestinais. O seguimento do estudo prevê a análise do texto completo destes 14 artigos, pois muitos deles contêm elementos de análise com algum detalhamento do número de idosos em tabelas e quadros, o que exige a confecção de uma tabela mais pormenorizada.</p> Claus Dieter Stobaus, Carla Viero Kowalski ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10359 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 USO DE FÁRMACOS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS: POLIFARMÁCIA, MEDICAMENTOS INAPROPRIADOS E DUPLICIDADE TERAPÊUTICA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10357 <p>INTRODUÇÃO:o envelhecimento populacional é fato no Brasil,aumentando a prevalência de doenças crônicas, em especial as demenciais e neurológicas, que demandam maior cuidado dos idosos em instituições. Sabe-se que a população idosa residente em instituição de cuidado é considerada mais doente do que a da comunidade, o que amplia a probabilidade de erros de prescrição¹, uso excessivo de fármacos ou sobreposição dos mesmos. Sendo assim, é necessário analisar com que frequência tais fatos ocorrem, para que mudanças sejam implementadas, diminuindo os erros em prescrições de idosos²,³,4.OBJETIVOS:avaliar o número de fármacos utilizado por idoso, a prevalência de polifarmácia, medicamentos inapropriados e duplicidade terapêutica.MÉTODOS:estudo transversal, realizado em residencial geriátrico de Canoas, RS. Foram analisados os 42 prontuários do local.Variáveis: número de medicamentos prescritos, classe farmacológica mais utilizada e interações medicamentosas.Sexo, idade e o diagnóstico principal dos pacientes também foram analisados.O estudo teve aprovação no Comitê de Ética e Pesquisa sob o número 3.361.728. RESULTADOS: dentre os 42 pacientes avaliados, 15 eram homens e 27 mulheres. A média de idade foi de 68 anos. O diagnóstico mais frequente foi Sequela de Acidente Vascular Cerebral não especificado, encontrado em 14 pacientes. A média de medicamentos utilizado por pessoa foi de 4.9, sendo que 23 pacientes apresentavam polifarmácia. Os medicamentos mais utilizados foram do aparelho cardiovascular (35%). Identificaram-se 87 interações potenciais em 12 pacientes e duplicidade terapêutica em 2 pacientes. O medicamento potencialmente inapropriado mais utilizados foi o alprazolam (4,3%).CONCLUSÕES: tendo em vista que os achados influenciam na qualidade de vida do idoso, é fundamental a avaliação do plano terapêutico.Por fim, prezar por uma farmacoterapia racional e segura é expressão de qualidade na assistência ao idoso.</p> Marion Dors Perotti, Paulo Roberto Cardoso Consoni ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10357 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 MORTALIDADE POR INFLUENZA EM IDOSOS NO RS EM 2018: UM ESTUDO TRANSVERSAL http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10358 <p>Introdução: as infecções respiratórias constituem um conjunto de doenças comumente relacionadas aos idosos, sendo o vírus da Influenza um dos seus principais agentes etiológicos. Os idosos são um grupo vulnerável porque a idade avançada está associada com uma grande prevalência de doenças crônicas e um sistema imune mais deficiente. No Brasil, a política de vacinação contra a Influenza iniciou-se em 1999, sendo oferecida anualmente pelo SUS aos idosos e demais grupos de risco. Objetivos: analisar o número de casos e óbitos por Influenza no estado do Rio Grande do Sul e comparar o coeficiente de mortalidade entre os idosos e o restante da população. Métodos: estudo transversal com análise secundária dos dados presentes nos boletins epidemiológicos divulgados pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) até a 41ª semana (13/10) de 2018 . Resultados: durante o período analisado, no Rio Grande do Sul, houve 613 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza, dos quais, 25,9% (159 casos) foram em adultos maiores que 60 anos. Além disso, dos 94 óbitos, 41 foram em idosos, representando 43,6% do total. O coeficiente de mortalidade nos idosos foi 2,2 vezes maior do que no restante da população. Conclusões: durante o período analisado, os idosos foram o grupo com a maior mortalidade por complicações respiratórias causadas pela Influenza. Reforça-se, então, a importância da vacinação nos idosos, que durante o ano de 2018 atingiu uma cobertura de 93,9%, considerada acima da meta proposta pelo Ministério da Saúde.</p> Pedro Pablo de Gusmão Bonilla, Andrea Morais de Gusmão ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10358 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 CARACTERIZAÇÃO DOS ATENDIMENTOS AOS IDOSOS E INTERVENÇÕES REALIZADAS PELO SERVIÇO AÉROMÉDICO http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10360 <p>Introdução: Com estilo de vida mais ativo, a população idosa acaba mais exposta aos fatores de riscos, ficando suscetíveis a doenças e acidentes, ocasionando os traumas(1). Esses tipos de demandas aumentam o atendimento de emergência para essa população(2). Pensando no atendimento pré-hospitalar, essa população exige, cuidados específicos e até mesmo intensivos por conta das suas peculiaridades. Objetivo: Analisar o perfil dos idosos e os cuidados de saúde realizados pelo serviço aeromédico do Batalhão de Operações Aéreas de Santa Catarina. Método: Pesquisa quantitativa, retrospectiva e transversal realizada entre novembro de 2017 a fevereiro de 2018 no Batalhão de Operações Aéreas de Santa Catarina. Os dados foram obtidos por meio do preenchimento de um instrumento, contendo variáveis como gênero, faixa etária, tipo de atendimento, procedimentos invasivos, entre outros. Foram incluídos os registros dos atendimentos realizados a pessoas com idade superior a 60 anos no período de 2013 a 2017. A análise dos dados deu-se pelo uso de estatística descritiva simples. Número do CEP: 2047148.Resultados: A amostra foi constituída por 538 atendimentos, sendo o maior número de atendimentos prestados ao sexo masculino 61,9%, a média de idade geral foi 72,02. Teve prevalência os atendimentos realizados na cidade de Florianópolis 33,1%. Na sua maioria nas residências 28,6%. Prevaleceu os atendimentos classificados como agravos clínicos 63,76%, sendo a Parada cardiorrespiratória a mais prevalente e as quedas o principal agravo das causas externas, representando 9,1%. Em relação ao desfecho 73,05% foram encaminhados a uma unidade hospitalar. Conclusão: Pode-se conhecer melhor o perfil dos atendimentos que foram prestados, identificando os principais cuidados de saúde que foram prestados durante a assistência pela equipe do aeromédico e o desfecho desses atendimentos.</p> Anderson Abreu de Carvalho, Aline Corrêa da Costa, Keyla Cristiane do Nascimento, Melissa Orlandi Honório Locks, Juliana Balbinote Reis Girondi, Gustavo Lopes Soares ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10360 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 HÁBITO DE PRATICAR DANÇAS TRADICIONAIS DO RIO GRANDE DO SUL COMO POSSÍVEL FATOR DE PROTEÇÃO PARA A MOBILIDADE, EXPERIÊNCIA DE QUEDAS E QUALIDADE DE VIDA EM IDOSOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10361 <p>Introdução: A dança folclórica do Rio Grande do Sul (RS) é uma atividade coletiva apreciada e praticada por idosos, empregando estímulos sensório-motores e cognitivos em um cenário sociocultural significativo para os seus praticantes. Objetivo: O estudo avaliou se o hábito de praticar danças tradicionais do RS constitui-se como um fator protetor para a mobilidade funcional, ocorrência de quedas e qualidade de vida em indivíduos idosos moradores da região noroeste do estado do RS. Método: Estudo caso-controle, com 54 indivíduos de idade ≥60 anos, divididos em dois grupos, praticantes habituais (caso) e não-praticantes (controle) da dança regionalista do RS da cidade de São Luiz Gonzaga. Os participantes foram avaliados por meio do Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), do teste Timed Up and Go em dupla tarefa motora (TUG-DT), pela escala de Equilíbrio de Tinetti, pelo teste do alcance funcional e pela aplicação do questionário de avaliação da qualidade de vida, WHOQOL abreviado. Todos os indivíduos assinaram o TCLE. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da PUCRS (2.278.677). Resultados: Os sujeitos que praticam dança regionalista do Rio Grande do Sul diferiram significativamente dos que não a praticam, evidenciando melhor mobilidade, autopercepção de qualidade de vida e a menor experiência de quedas. A análise de regressão logística binária revelou efeitos em relação à previsibilidade destas variáveis de mobilidade, equilíbrio e quedas para determinar o hábito de dançar: a) Especificamente a cada ml de água derramada no teste do TUG-DT existiu uma chance 6% menor do sujeito pertencer ao grupo praticante de dança; b) Além disso, o fato de o sujeito não ter experienciado quedas elevou em 3,78 vezes as chances deste pertencer ao grupo praticante das danças tradicionais gaúchas, embora o achado apresente uma significância limítrofe. Por fim, verificou-se uma associação independente entre obter escores mais elevados no MEEM e na autopercepção de qualidade de vida com o hábito de dançar, bem como uma redução na quantidade de medicamentos de uso contínuo neste grupo. Conclusões: Pode-se concluir que o hábito da prática de danças tradicionais do RS provavelmente confere benefícios independentes quanto a mobilidade funcional dos idosos e contribui para uma melhor qualidade de vida e, outrossim, a dança talvez, reduza as chances de que seus praticantes experienciem quedas da própria altura.</p> Aniuska Schiavo, Cléia Rocha de Oliveira, Anelise Ineu Figueiredo, Lucas Athaydes Martins, Marcos Antõnio Silveira da Costa, Régis Gemerasca Mestriner ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10361 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 PERFIL DOS PACIENTES IDOSOS AVALIADOS PARA DISFAGIA OROFARÍNGEA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10362 <p>Introdução: O processo de envelhecimento envolve um conjunto de modificações fisiológicas que favorecem o surgimento de multimorbidades. Dentre elas, pode-se encontrar a disfagia orofaríngea que pode estar associada à desnutrição, desidratação e aos riscos de broncoaspirações, prejudicando na qualidade de vida do idoso e no tempo de internação, quando já hospitalizados. Dessa forma a utilização de protocolos de investigação de disfagia orofaríngea permite que sejam identificados sinais e sintomas associados a este distúrbio de deglutição, permitindo otimizar a internação hospitalar e favorecer a alta melhorada. Objetivo: Caracterizar o perfil dos pacientes idosos avaliados por um protocolo de investigação de disfagia orofaríngea em um hospital na cidade de Porto Alegre, nos anos de 2017 e 2018. Metodologia: Estudo do tipo transversal e retrospectivo, realizado por meio da análise dos protocolos de avaliação de disfagia orofaríngea. Investigação aprovada pelo comitê de ética da UFCSPA sob nº 3125527. As variáveis analisadas foram: sexo, idade, diagnostico medico, motivo e resultados da avaliação. Resultados: A amostra foi composta por 61 prontuários. Destes, 50,8% eram do sexo masculino. Observou-se que a média de idade foi de 71,3 anos. Em 19,6%, o acidente vascular cerebral isquêmico foi o diagnóstico médico mais frequente. A reintrodução de alimento por via oral foi o motivo de avaliação mais prevalente em 32,6% dos casos, seguido pela progressão da dieta em 23,9% da amostra. Na variável dificuldade em se alimentar, houve dificuldade na consistência sólida em 23,07% e também na consistência liquida em 23,07%. Quanto a presença de tosse, engasgo e/ou sufocamento, ela foi identificada em 45,9% dos idosos avaliados. A conclusão fonoaudiológica mais prevalente foi a de disfagia leve com baixo risco de aspiração e de disfagia moderada com risco de aspiração, ambas com 29,4% da amostra. Conclusão: Foi evidenciada alta frequência de tosse, engasgo e/ou sufocamento, o que corrobora com as mudanças morfofisiológicas do envelhecimento, que podem levar a uma deglutição alterada. Observamos um alto índice de diagnóstico de disfagia orofaríngea, assim, torna-se muito importante a realização da avaliação da deglutição neste público, para que essas dificuldades e alterações, quando encontradas, sejam tratadas precocemente.</p> Guilherme Briczinski de Souza, Anna Carolina Angelos Cardoso, Sheila Tamanini de Almeida ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10362 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS ACERCA DA AVALIAÇÃO MULTIDIMENSIONAL DO IDOSO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10363 <p>Introdução: Avaliação multidimensional da pessoa idosa (AM) é uma forma de avaliar os aspectos gerais de saúde e sociais da pessoa idosa. Pode ser usada por qualquer profissional da saúde desde que capacitado¹. Objetivo: Identificar a percepção dos enfermeiros sobre AM do idoso na Atenção Primeira à Saúde. Metodologia: Trata-se de estudo de caso holístico, de casos múltiplos. Participaram do estudo cinco enfermeiros de uma Unidade Básica de Saúde de São José/SC, no período de dezembro de 2016. A coleta de dados buscou evidências através de entrevista semi-estruturada. Cada entrevista gerou um relatório e por fim relatório final cruzando todos os dados². Os aspectos desta pesquisa estão de acordo com a resolução 466/12 e aprovada no Comitê de ética sob parecer 1.833.375. Resultados: O uso da AM pelos enfermeiros não foi unanimidade, a maior justifica para o não uso foi a falta de tempo e pouco domínio para trabalhar com idosos. Como fortalezas da AM mencionam identificação de pontos não só da enfermagem, maior conhecimento e controle do quadro clínico do paciente possibilitando diagnóstico real e preciso. Conclusões: Estudos apontam que o tempo médio despendido para aplicar AM foi de 11 minutos, contrapondo a fala dos participantes relacionado a falta de tempo, tendo em vista que é uma avaliação relativamente rápida. Outra questão foi o despreparo de alguns profissionais em avaliar a pessoa idosa evidenciado e importância dos cursos de graduação em enfermagem em reforçar os conteúdos de geriatria e gerontologia. Lembrando que, as universidades têm papel importante na formação, mas também cabe a responsabilidade do profissional pela busca constante de capacitação e atualização. Nesse contexto a educação permanente pode ser uma forma de ajudar esses profissionais aprimorar seus conhecimentos. Deste modo a AM possibilita o levantamento de dados de todas as dimensões do idoso, que possibilita condutas de prevenção, orientação e encaminhamentos, tudo com objetivo de melhorar a qualidade de vida dos idosos procurando manter suas funções por maior período de tempo.</p> Juliete Coelho Gelsleuchter, Karina Silveira de Almeida Hammerschmidt, Juliana Balbinot Reis Girondi, Laura Cavalcanti de Farias Brehmer, Melissa Orlandi Honório Locks, Anderson Abreu de Carvalho ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10363 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 AÇÃO DAS VITAMINAS ANTIOXIDANTES A, C E E NO TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10364 <p>Introdução: O câncer de mama é um dos mais difundidos nas mídias por ser o tipo que mais afeta a população feminina. Vários são os fatores de risco para o aparecimento do câncer de mama, dentre eles o sedentarismo, dieta, obesidade e os fatores dietéticos. O estresse oxidativo está relacionado não somente à toxicidade do tratamento da doença, mas também à própria etiologia do câncer. Sendo assim, os antioxidantes podem auxiliar tanto na prevenção do câncer de mama quanto no seu tratamento. Objetivo: O presente artigo tem por objetivo revisar os principais estudos relacionados ao papel dos antioxidantes das vitaminas A C e E no tratamento do câncer de mama. Metodologia: revisão de literatura, com buscas de artigos científicos nas bases de dados ScienceDirect, PubMed, Web of Science e na biblioteca eletrônica SciELO, a fim de identificar os trabalhos publicados e disponíveis até março de 2019, utilizando os termos indexadores: antioxidantes AND vitamina A AND vitamina C AND vitamina E AND câncer de mama. Resultados: Vários estudos realizados com mulheres em tratamento quimioterápico demonstraram efeitos positivos com a suplementação e/ou ingestão dietética desses nutrientes, emergindo assim, sua ação anticarcinogênica e antioxidante. Sendo assim, é de grande importância a orientação adequada desses nutrientes, afim de minimizar os danos e os riscos de morte causados pela doença. Conclusão: Diante deste contexto, a quimioprevenção através dessas vitaminas emerge como um importante instrumento de prevenção e controle de câncer de mama, sugerindo mecanismos de ação anticarcinogênicos e antioxidantes.</p> Adriana Eckhardt, Tereza Cristina Blasi, Natielen Jacques Schuch ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10364 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM LIGA MULTIPROFISSIONAL DE GERIATRIA E CUIDADOS PALIATIVOS EM 2018: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO EXITOSO http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10365 <p>Introdução: A Liga de Geriatria e Cuidados Paliativos (LiGCP) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul é um projeto da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS realizado por um grupo multidisciplinar de alunos da graduação e pós-graduação da UFRGS e coordenado pela professora Roberta Rigo Dalla Corte, do Departamento de Medicina Interna da Faculdade de Medicina da UFRGS. São empreendidas ações em promoção de saúde e educação em Geriatria, Gerontologia e Cuidados Paliativos norteadas ao âmbito acadêmico e público externo mediante exposições de tópicos com palestrantes das áreas. Objetivos: Avaliar o exercício em extensão universitária em educação e promoção de saúde nas três áreas desenvolvido pelo projeto em 2018. Metodologia: Mensurar as atividades de 2018 quanto ao total de eventos, número de inscritos, formação profissional dos inscritos e abrangência da difusão em mídias sociais. Resultados: Foram organizados 7 eventos: a Aula Inaugural, “Cuidados Paliativos: um Olhar Sobre as Necessidades Atuais”, “Relação Profissional da Saúde: Uma Relação Essencial”, “Cardiogeriatria: Atualizações em Hipertensão e Dislipidemia”, “Nutrição e Cuidados Paliativos, Setembro Dourado: Cuidados Paliativos em Oncologia Pediátrica”, “Diabetes e o Paciente Idoso” e “Espiritualidade em Cuidados Paliativos”. Ainda que exista o fator restritivo de limitação física do espaço onde são desenvolvidas as ações, na totalidade dos eventos foram contabilizados 749 inscritos. A maior parte dos participantes é da área de Enfermagem (47,6%), seguido de Medicina (25,87%), Nutrição (9,1%), Fonoaudiologia (6,61%) e Fisioterapia (4,86%), com menores contribuições em número de presentes de graduações de Psicologia, Terapia Ocupacional, Farmácia e Educação. Os eventos foram divulgados na página da Liga no Facebook (fb.me/LiGCPUFRGS), criada em junho de 2015 e que conta com 1.325 seguidores. Agregando a divulgação da totalidade dos eventos, a abrangência foi 12.400 de pessoas alcançadas, 526 reações e 2.877 respostas. Conclusões: Devido à abordagem multidisciplinar objetivada pelo projeto de extensão, há fomento de participação de ouvintes de diferentes formações profissionais que enriquecem as discussões do conhecimento científico em Geriatria, Gerontologia e Cuidados Paliativos, bem como o intercâmbio entre graduações da área da Saúde e entre os eixos do tripé universitário de Ensino, Pesquisa e Extensão.</p> Jeovana Ceresa, Beatriz Caroline Rodrigues, Otávio Augusto Gonçalves Dias Cionek, Francine da Rocha Flores Giediel Rosa, Letícia Guimarães da Silveira, Roberta Rigo Dalla Corte ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10365 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 AUTÓPSIA PSICOLÓGICA DE UM IDOSO SUICIDA: RELATO DE CASO http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10366 <p>O suicídio, segundo a Organização Mundial da Saúde, é um problema de saúde pública, acometendo cerca de 800.000 indivíduos ao ano, sendo que a população idosa é a que mais comete o suicídio. A autópsia psicológica é um tipo de avaliação realizada para investigar retrospectivamente uma morte, visando compreender as razões e circunstâncias que levaram o idoso a tirar a própria vida. Neste estudo foi realizada uma entrevista qualitativa com um familiar, sobre um suicídio, por meio do Roteiro de Entrevista Semiestruturada para Autópsias Psicológicas e Psicossociais (RESAPP), que contém 44 perguntas simples e compostas, possuindo questionamentos específicos para esta faixa etária. Na velhice as características de personalidade tendem a se acentuar no idoso e, no caso da pessoa estudada, apresentou-se com transtorno de humor do tipo Bipolar e de personalidade com característica narcisista. Na família, após o ocorrido, é comum o surgimento de transtornos emocionais devido à perda e muitas vezes ao sentimento de culpa atrelada a impotência em mudar o fato. Na família em questão, a esposa desenvolveu transtorno depressivo e de ansiedade e a filha mais nova aflorou o transtorno de personalidade do tipo esquizofrenia paranoica e depressão. As doenças psiquiátricas que o idoso era portador, associadas com o desenvolvimento de agressividade, são consideradas fatores importantes de risco para o suicídio, principalmente quando as doenças em questão não são tratadas. A utilização de arma de fogo é considerada um dos meios mais comuns para prática do suicídio e o idoso em estudo cometeu o ato com a sua própria arma. Neste 6 estudo, a autópsia psicológica revelou a importância do tratamento das doenças psiquiátricas na velhice e que ignorar a ameaça de suicídio pode levar a tragédia que ocorreu na família deste. O suicídio pode ser evitado se for manejado e orientado da maneira correta. Por isso, é importante que sejam criadas ações de prevenção, alertando as pessoas idosas e seus familiares sobre fatores de risco e a necessidade de tratamento.</p> Kauana Lindemann Wallauer, Laura Rigo, Maureen Fernanda Ritter, Paulo Robertol Cardoso Consoni ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10366 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 SUICÍDIO EM LONGEVOS NO RS: DADOS DO DATASUS 2017 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10368 <p>A taxa de suicídio em idosos é o dobro do que acontece nas outras faixas etárias.1;2 Entre as causas de suicídio, em idosos jovens estão doenças psiquiátricas3 e questões sociais4. Entretanto, pouco se sabe sobre as características do suicídio em idades avançadas em que o processo de envelhecimento se torna mais exacerbado tornando esses idosos mais vulneráveis. Compreender esse processo pode embasar o desenvolvimento de políticas públicas para sua prevenção. Objetivo Estudar o perfil das mortes por suicídio entre longevos no Rio Grande do Sul (RS) em 2017. Método Foram analisados os dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do DATASUS referentes aos óbitos por suicídio em longevos, no RS em 2017. Resultados No ano de 2017, no foram relatados no SIM no RS 65 óbitos por suicídio entre longevos, dos quais 83,1% eram homens, 86,1% brancos, 40% casados e 24,6% viúvos, até 7 anos de estudo (49,2%). Quanto ao local de ocorrência, 80% foi no domicílio. Quanto à causa básica, 56,9% foi enforcamento, 15,4% arma de fogo e ferimentos cortantes ou penetrantes (7,7%). Somente 1,5% tinha registro de transtorno mental. Conclusões O perfil dos longevos que faleceram por suicídio em 2017 no RS foi de homens, casados, com baixa escolaridade e sem transtorno mental associado, o local de ocorrência mais frequente foi o domicílio e por enforcamento, corroborando com a literatura. A inexistência de transtorno mental surpreende não indo ao encontro com dados encontrados na literatura.</p> Ilva Inês Rigo, Ana Paula Tiecker, Marlon Cássio Pereira Grigol, Ângelo José Gonçalves Bós ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10368 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 GERONTOTECNOLOGIA EDUCACIONAL PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE DE IDOSOS EM TRATAMENTO HEMODILIATICO http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10369 <p>Introdução: Com crescimento da população idosa, aumenta a incidência de doenças crônicas como a doença renal crônica1. A hemodiálise é tratamento mais utilizado e interfere diretamente sobre qualidade de vida2. Para tanto as gerontotecnologias educacionais podem ser capazes de envolver o indivíduo no autocuidado3. Objetivo: Promover a saúde dos idosos em tratamento hemodialítico, através da aplicação de gerontotecnologia educacional. Metodologia: Pesquisa Convergente Assistencial. Participaram idosos a partir dos 60 anos, que realizavam hemodiálise, num hospital universitário do Sul do país. Para coleta de dados utilizou-se de entrevista semiestruturada para levantamento de dados característicos. Posteriormente, foram elencadas categorias, para identificação de temas a serem abordados em posterior aplicação da gerontotecnologia Jogo das Atitudes. Realizou-se entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018. Número do CEP: 1.097.377. Resultados: Participaram 12 idosos. Referente auto percepção, emergiu as categorias: Prevenção, Cronicidade, Conhecimento, Déficit de atividades, Empoderamento. A aplicação da gerontotecnologia se deu a partir da avaliação comparativa das categorias. Trata-se de jogo de cartas com atitudes positivas (cartas verdes) e negativas (vermelhas) e um dado com as cores verde evermelho. O objetivo é a reflexão das atitudes e ganha quem teve mais atitudes positivas. A cada leitura das cartas, os participantes faziam autoavaliação de suas atitudes e se orgulhavam de alguma tarefa que faziam corretamente. Após a aplicação do jogo identificou-se categorias: Empoderamento, Conhecimento, Superação, Ocupação. Conclusão: Promoveu-se reflexão do paciente no seu tratamento, firma-se resultante a promoção á saúde, bem como tributos que levam a uma melhora na autopercepção de saúde desses idosos em tratamento hemodialítico.</p> Anderson Abreu de Carvalho, Naísa Falcão Martins, Karina Silveira de Almeida Hammerschmdt, Juliete Coelho Gelsleuchter, Juliana Balbinote Reis Girondi, Gustavo Lopes Soares ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10369 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 DOENÇA DE PARKINSON: PROPOSIÇÃO DE CARTILHA COM EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10370 <p>INTRODUÇÃO: A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa de progressão lenta, na qual ocorre degeneração dos neurônios dopaminérgicos da zona pars compacta da substância nigra mesencefálica. Clinicamente, a DP se caracteriza por tremor, rigidez, bradicinesia e alterações da postura, do equilíbrio, da mobilidade e marcha, alterações essas que resultam em dificuldades na realização das atividades de vida diária. Estudos têm demonstrado que programas de exercício físico regular são uma importante estratégia para melhorar o controle motor, o equilíbrio e a mobilidade funcional dessa população. Diferentes intervenções baseadas em movimento têm sido descritas na literatura para a DP, tais como: dança, caminhada nórdica, Tai Chi, realidade virtual e o método Pilates, dentre outros. O método Pilates envolve exercícios de alongamento e força muscular, de maneira ampla e lenta, auxiliando na recuperação e reorganização dos engramas e memória motora dos pacientes com DP. Por outro lado, sabe-se que existem diversos fatores limitadores para a participação dos pacientes com DP nessas terapias, tais como: as restrições financeiras, a dependência de familiar para acompanhar os atendimentos presenciais e/ou dificuldade de mobilidade para chegar até um serviço de saúde. OBJETIVO: Desenvolver uma cartilha de exercícios home based utilizando alguns princípios do método Pilates. MÉTODO: Realizou-se um estudo de revisão integrativa, visando o desenvolvimento de material didático (cartilha). Foram consultados os principais Guidelines existentes para tratamento fisioterapêutico na DP e do método Pilates. Após, foi realizada a criação do material com linguagem simplificada, além de possuir imagens com instruções de forma clara e acessível. RESULTADOS: A partir da revisão, confeccionou-se uma cartilha com exercícios home based utilizando alguns princípios método Pilates. CONCLUSÃO: Esse material é um dos primeiros a propor exercícios terapêuticos utilizando os princípios do método Pilates para serem realizados no domicílio do indivíduo com DP. Espera-se com isso tornar o acesso aos exercícios mais fácil para todos os pacientes. Novos estudos com a finalidade de desenvolver estratégias em relação ao tratamento no âmbito domiciliar dos pacientes com DP são necessários, bem como a determinação da efetividade da presente cartilha.&nbsp;</p> Anelise Ineu Figueiredo, Eliana da Silva Jacques, Matheus de Souza Urbanetto, Bianca Pacheco Loss, André Zanluchi, Régis Gemerasca Mestriner ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10370 Ter, 10 Dez 2019 00:00:00 -0300 O NOVO VELHO: PARADIGMAS, REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E ASPECTOS PSICOLÓGICOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10211 <p>O objetivo do presente estudo foi buscar um entendimento acerca do atual processo de envelhecimento humano, tendo em vista o aumento da expectativa de vida no Brasil e no mundo, considerando que as previsões indicam que, possivelmente, em poucos anos o Brasil será um país de cabelos brancos. Participaram&nbsp; desta pesquisa seis pessoas, três homens e três mulheres, com idades entre 66 e 94 anos, residentes na Região das Hortênsias, na Serra Gaúcha. Este trabalho teve como enfoque a pesquisa qualitativa de natureza exploratório-descritiva, com aplicação de entrevista semiestruturada, questionário sociodemográfico e&nbsp; miniexame do estado mental. A partir dos dados apresentados, criaram-se quatro categorias temáticas: ser idoso, representações sociais, o&nbsp;novo velho e sexualidade. Os resultados apontaram que os idosos atuais apresentam diversas mudanças no que diz respeito aos hábitos, relacionamentos, cuidados com a saúde e características psicológicas, em relação aos idosos de gerações anteriores. Tais achados indicam o surgimento de um novo velho, que desempenha um novo papel na sociedade, mantendo bom trânsito no seu meio de convivência, apesar das representações negativas e preconceituosas ainda vigentes. Um<br>sujeito competente, que mantém hábitos saudáveis e cuja sexualidade permanece ativa durante essa etapa da vida, ainda que haja limitações e seja percebida de maneira diferente pelo homem e pela mulher.</p> Cáren de Souza Martinelli, Ana Paula Lazzaretti Souza ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10211 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 SATISFAÇÃO SEXUAL E O USO DE PRESERVATIVO EM INDIVÍDUOS FREQUENTADORES DE UM CENTRO DE CONVIVÊNCIA PARA IDOSOS NO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ-SC http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10212 <p>INTRODUÇÃO Por muito tempo, envelhecer foi considerado sinônimo de fragilidade, adoecimento e diminuição da autonomia, com a mudança no perfil demográfico passou-se a valorizar mais essa fase da vida¹. O sexo nessa fase é tão importante quanto na juventude, pois proporciona prazer e sensação de bem-estar². Mas, alguns hábitos de risco como a não utilização de preservativos os expõem a doenças³. Logo faz-se necessário políticas públicas voltadas para a saúde sexual deste público, uma vez que atualmente algumas ações e programas são insuficientes4. OBJETIVO Identificar o nível de satisfação e insatisfação sexual e o uso de camisinha em idosos frequentadores de um centro de convivência. MÉTODOS Estudo é descritivo do tipo transversal, analisou 80 idosos com idade &gt; ou igual a 60 anos. Os dados foram obtidos através de um protocolo conforme as variáveis relevantes para a pesquisa, como idade, sexo, uso de camisinha, satisfação sexual, nº de parceiros. A análise e interpretação dos dados foi feita no software SPSS versão 20,0. O estudo foi aprovado pelo CEP/UNOCHAPECÓ sob número 2.841.123. Os idosos assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. RESULTADOS (n 80), 78,8% fem. A idade média foi 69,79 anos ±5,9. 71,3% estão sexualmente satisfeitos, 18,8% insatisfeitos. 57,5 % possuem um parceiro, 5% tem 2 parceiros e 1,3% possui 3 parceiros. 58,8% relataram nunca ter usado camisinha, 22,5% apenas as vezes e 17,5% usam sempre. Os motivos para não usar camisinha sempre são: ter um parceiro fixo 57,5%, desconforto 15,1%. CONCLUSÕES Foi possível perceber que a maior parte dos idosos está satisfeita com a vida sexual, isso leva a refletir sobre o quão relevante e necessário é o desenvolvimento de ações educativas e de saúde pública que abordem os temas relativos à sexualidade.</p> Carlos Reinoldo Britzke Brandão, Jaqueline Dall’Agnol, Juliano Brustolin ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10212 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 EVOLUÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSOS ATENDIDOS NA ATENÇÃO BÁSICA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10213 <p>INTRODUÇÃO: O envelhecimento pode causar alterações no estado nutricional devido às diversas mudanças biopsicossociais inerentes a esse processo. Cabe a Atenção Básica monitorar essas mudanças, a fim de ordenar as prioridades de atendimento e promover intervenção preventiva nessa população. OBJETIVO: Analisar a evolução do estado nutricional de idosos atendidos na Atenção Básica num período de seguimento de três anos. MÉTODOS: Foram entrevistados 375<br>idosos atendidos na Atenção Básica do município de Cruz Alta - RS, nos anos de 2012 e 2015. O estado nutricional foi avaliado através da Mini Avaliação Nutricional (MNA®). Para a análise da evolução do estado nutricional comparou-se as classificações categóricas da MNA® de dois momentos de avaliação (2012 e 2015), e as médias dos escores totais através de Teste t de Student, considerando-se P&lt;0,05. RESULTADOS: A média de idade foi de 69,8±7,25 anos, variando de 60 a 92 anos. Ao comparar o estado nutricional dos dois momentos, observou-se que, a média do escore total da MNA® aumentou significativamente de 2012 para 2015 (P=0,021). Entretanto, após três anos da avaliação inicial, houve uma piora do estado nutricional em 10,7% (N= 40) dos idosos. CONCLUSÃO: As deficiências nutricionais são consideradas condições sensíveis à Atenção Básica, ou seja, fazem parte de um conjunto de problemas de saúde para os quais a efetiva ação da Atenção Primária pode diminuir o risco de morbimortalidade. Os resultados sugerem a importância de se observar a evolução do estado nutricional em idosos da comunidade, como um indicador precoce para desfechos negativos nessa população.</p> Carolina Böettge Rosa, Dinara Hansen, Solange Billig Garces, Ângela Vieira Brunelli, Carla Helena Augustin Schwanke ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10213 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 DIRETIVAS ANTECIPADAS E AUTONOMIA DO IDOSO http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10214 <p>Considerando o crescimento da população idosa no contexto mundial e que a questão do envelhecimento também preocupa o fim da vida, visa a bioética tratar as diretivas antecipadas de vontade em seu modelo principialista. Desta forma, à luz dos princípios do respeito à autonomia,&nbsp;justiça, beneficência e não-maleficência analisa-se a finitude do idoso de forma autônoma e justa. O objetivo do presente trabalho é analisar as diretivas antecipadas de vontade sob o prisma dos princípios bioéticos. Para a realização deste trabalho foi feito uma análise da Resolução 1.995/12 do Conselho Federal de Medicina, bem como da doutrina que embasa o principialismo bioético. Ademais, foi feita uma busca em artigos publicados com a temática de idoso/gerontologia/geriatria e as diretivas antecipadas/testamento vital, nas bases de dados SciELO, Google Acadêmico e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) que comporta bases de dados como LILACS e BDENF. Pode-se perceber que a Diretiva Antecipada de Vontade é a expressão máxima do princípio do respeito à autonomia. Com ela, a vontade do paciente terminal que não mais consiga se manifestar, fica preservada. Para tanto, será necessário que a pessoa, enquanto lúcida e capaz, realize a sua diretiva<br>e leve à conhecimento de alguém (procurador), para que se cumpra, posteriormente, sua vontade. Os idosos, são a parcela da sociedade que, por estarem mais perto da finitude, devem ter ciência da existência das diretivas e usá-las, para que sua vontade prevaleça.&nbsp;</p> Caroline Oliveira da Silva, Anelise Crippa, Marcelo Bonhemberger ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10214 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 SENSIBILIDADE PLANTAR DE IDOSAS COM DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS OSTEOARTICULARES http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10215 <p>Introdução: Doenças osteoarticulares propiciam desequilíbrios posturais, assim compreender as alterações de sensibilidade plantar em idosos com doenças osteoarticulares e fundamental na prevenção de maiores agravos ao equilíbrio. Objetivo: Descrever as alterações de sensibilidade plantar em idosas com diagnóstico de doenças osteoarticulares. Métodos: Trata-se de estudo&nbsp;observacional, descritivo e quantitativo, com idosas da comunidade diagnosticadas com doenças osteoarticulares. A coleta de dados ocorreu de janeiro a fevereiro de 2018, no munícipio de Panambi-RS, através de questionário sobre dados de saúde. A sensibilidade plantar foi avaliada através estesiômetro Semmes-Weintein, em nove regiões plantares e registrado o primeiro monofilamento sentido em cada local plantar. A análise estatística foi feita através de frequências absolutas e relativas, média e desvio padrão. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Cruz Alta nº 2.386.155 e todas idosas assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: participaram da pesquisa 11 idosas, com idade média de 70(DP±4,86) anos, todas com diagnóstico de artrite e/ou artrose. O local mais acometido foram os joelhos, com 7 (63,6%) idosas. Relataram dor nos membros inferiores, 10 (90,9%) idosas. A prática de exercícios físicos foi mencionada por 4 (36,4%) idosas, enquanto que 9 (81,8%) afirmaram não ter sofrido queda(s) no último ano. Na análise da sensibilidade plantar do pé direito, 4 (36,4%) idosas apresentavam diminuição da sensibilidade em todas as regiões avaliadas. No pé esquerdo, 7 (63,6%) participantes mostraram perda sensitiva em todas os locais plantar. A região com maior perda de sensibilidade plantar foi o calcâneo, no qual todas idosas apresentaram perda sensitiva. Conclusões: portanto a prática de exercícios físicos é necessária em idosos com doenças osteoarticulares, seja para atenuar a sintomatologia, como para prevenir perdas funcionais. O calcâneo mostrou-se como a região com maior redução da sensibilidade plantar, assim como o pé esquerdo, demonstrando a importância de intensificar a atenção aos idosos com doenças osteoarticulares, pois a associação desta patologia e a diminuição da sensibilidade plantar inerente ao envelhecimento podem prejudicar o controle<br>postural e propiciar maior risco de quedas.&nbsp;</p> Cátia Trennepohl, Cristina Thum, Dinara Hansen Costa ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10215 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 ASSUNTOS ABORDADOS COM LONGEVOS POR PROFISSIONAIS DA SAÚDE DA FAMÍLIA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10216 <p>Introdução: A Atenção Primária à Saúde tem papel fundamental na saúde do idoso longevo, sendo que esta população merece atenção especial por se tratar do segmento que mais tem crescido no Brasil1,2. Objetivo: Verificar quais são os assuntos abordados na atenção de idosos longevos por profissionais de Saúde da Família. Métodos: Estudo qualitativo e exploratório com 10 profissionais, utilizando entrevista semi-estruturada, em Estratégias de Saúde da Família no município de Palmeira das Missões-RS. Após transcrição, realizou-se análise temática de conteúdo. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria, parecer nº 1.868.174. Resultados: A maioria dos profissionais afirmou abordar sobre a relação com problemas de saúde dos longevos, como o uso de medicamentos, alimentação, atividade física, prevenção, tratamento e cuidado. Mencionou-se também a importância de uma escuta qualificada, da necessidade do trabalho com a saúde mental, sendo evidenciado o sentimento de solidão dos idosos, da relação com a família, de situações de violência e da demanda por um cuidador ou familiar de referência. Não houve a menção de abordagem considerando a avaliação geriátrica ampla, ou capacidades funcionais, tampouco de cuidados diferenciados ou específicos destinados aos idosos com mais de 80 anos. Conclusões: Percebeu-se que a maioria dos discursos referia-se a uma abordagem biomédica, baseando-se nas queixas. Contudo, o trabalho com longevos na saúde da família demanda por uma abordagem ampliada, destacando-se a importância da educação permanente focada no cuidado e na atenção para esta população. A percepção dos profissionais de saúde é relevante para a qualificação do cuidado aos longevos, uma população que apresenta maior vulnerabilidade, e pode qualificar o trabalho dos profissionais da saúde da família e para a constituição e desenvolvimento de instrumentais teórico-práticos e de linhas de cuidado integrais<br>relacionadas à população com 80 ou mais anos.&nbsp;</p> Cíntia Cristina Sulzbach, Loiva Beatriz Dallepiane ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10216 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 DESNUTRIÇÃO EM NONAGENÁRIOS E CENTENÁRIOS NA COMUNIDADE: É UM PROBLEMA MULTIPROFISSIONAL? http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10217 <p>INTRODUÇÃO: Os nonagenários e centenários são as faixas etárias que mais crescem no Brasil, com um crescimento de 79,6% entre os dois últimos censos. O estado nutricional é importante para qualidade de vida de idosos, mas pouco avaliada em nonagenários e centenários. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi observar a prevalência de desnutrição em nonagenários e centenários e sua relação com características clínico-funcionais. MÉTODOS: Trata-se de um estudo<br>transversal, analítico e quantitativo. A população do estudo foi constituída por homens e mulheres&nbsp;com 90 anos ou mais. RESULTADOS: Foi avaliado domiciliarmente o estado nutricional de 128 nonagenários e centenários residentes em Porto Alegre, RS, onde 31 (24%) apresentavam-se com risco nutricional. Solteiros e viúvos apresentaram risco nutricional significativamente maior que casados. Os participantes com risco nutricional apresentaram significativamente mais sintomas depressivos, menor frequência semanal de sair de casa, menor força de preensão palmar, maior tempo para levantar-se de uma cadeira, caminhar 3 metros e retornar, referiram maior dificuldade&nbsp;de subir dez degraus, carregar objetos de 5 quilos, transferir-se para uma cama ou cadeira, tomar<br>banho, vestir-se, alimentar-se e usar o banheiro sozinho (p&lt;0,05). CONCLUSÕES: Concluímos que a identificação da desnutrição é um parâmetro importante para a avaliação do estado de saúde de nonagenários e centenários. Essa população demonstrou ter necessidades de cuidado específicas, entre elas a desnutrição, talvez pouco avaliada na clínica médica.</p> Claudine Lamanna Schirmer, Liziane da Rosa Camargo, Claudia Aline Oliveira Safian, Vanessa Binotto, Marlon Cassio Pereira Grigol, Ângelo José Gonçalves Bós ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10217 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 TUG SIMPLES E TUG DUPLA-TAREFA COGNITIVO-MOTORA COMO PREDITORES DO HISTÓRICO DE QUEDAS EM LONGEVOS: UM ESTUDO CASO CONTROLE http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10218 <p>Indrodução: Embora o teste do Timed Up and Go (TUG) seja amplamente utilizado em idosos, sua utilidade para a predição de quedas em longevos ainda não é bem estabelecida. Objetivo: avaliar a capacidade de predição dos testes Timed Up and Go (TUG) simples e em DT cognitivo-motora para o histórico de quedas em longevos não-institucionalizados. Metódos: estudo tipo caso-controle, a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da PUCRS (099196/2017).<br>As avaliações ocorreram nas residências dos longevos, onde realizou-se 06 tentativas válidas do&nbsp;teste TUG, sendo 03 em modo simples e 3 em DT, com o auxílio do sensor inercial G-Walk e um smartphone Motorola para filmagem dos testes. A amostra foi composta por 60 longevos com idade ≤85 anos, (85-101) residentes na cidade de Porto Alegre. Dados sociodemográficos, níveis de atividade física, estado mental, presença de sintomas depressivos, preocupação com a ocorrência de quedas, fármacos em uso, autopercepção de equilíbrio funcional e o teste do alcance funcional também foram avaliados por instrumentos específicos. A caracterização da amostra deu-se por&nbsp;meio da estatística descritiva. A comparação de desempenho entre as modalidades do TUG S e DT)<br>foi realizada pela ANOVA de medidas repetidas. Por fim, a predição da chance de quedas foi realizada com o emprego da regressão logística binária. Todas as análises foram realizadas no pacote estatístico SPSS 22.0. Resultados: os resultados demonstram que a maioria dos idosos incluídos na amostra eram fisicamente ativos e não possuíam alterações significatoivas no estado cognitivo conforme avaliação realizada pelo questionário do Mini Exame de Estado Mental. A realização do TUG em DT, embora reduza o desempenho dos idosos durante a realização do teste, não confere uma maior capacidade preditiva ao teste para diferenciar sujeitos caidores e não caidores. No entanto, a marcha não-linear composta pelo giro 1800 (fase de transição entre a marcha de ida e<br>de volta) mostrou-se superior ao tempo total do TUG para a predição da chance de quedas, tanto em tarefa simples quanto em DT. Ser fisicamente ativo foi o principal fator protetor independente para a ocorrência de quedas. Conclusão: A adição de uma tarefa cognitiva ao TUG não melhora o valor preditivo do teste ao detectar a história de quedas em pessoas não institucionalizadas com 85 anos ou mais.&nbsp;</p> Fabiane de Oliveira Brauner, Eliana da Silva Jaques, Matheus de Souza Urbanetto, Aniuska Schiavo, Marcos Silveira da Costa, Régis Gemerasca Mestriner ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10218 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 APLICABILIDADE DE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA DIETA PARA LONGEVOS: ESTUDO AMPAL http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10219 <p>INTRODUÇÃO: Estudos têm apontado à relação da qualidade da dieta e a longevidade. Entretanto, poucos instrumentos foram desenvolvidos para a avaliação epidemiológica da qualidade da dieta e, em menor número, específicos para as pessoas idosas1,2. OBJETIVO: Comparar os resultados do questionário de avaliação dos hábitos alimentares utilizado pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS, 2013) com os resultados do Questionário do Guia de Alimentação Saudável (QGAS)2 em longevos. MÉTODO: Estudo transversal, no qual foi utilizado questionário de hábitos alimentares da PNS (aplicado por entrevistadores não necessariamente profissionais da saúde) e o QGAS, elaborado pelo Ministério da Saúde em 2005 (aplicado por nutricionistas). Os instrumentos foram aplicados junto ao domicílio do idoso (90 anos e mais). Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética nº 1842373, CAEE 60894416500005336. RESULTADOS: Cada item alimentar da PNS foi pontuado conforme os critérios do QGAS, gerando uma pontuação geral. Observou-se&nbsp;que a pontuação geral da PNS apresentou uma relação significativa (p&lt;0,001) com coeficiente de correlação de 26% com a pontuação geral do QGAS, quando aplicada por equipe multiprofissional.<br>A pontuação geral da PNS apresentou um coeficiente de correlação de 34%, com a pontuação geral do QGAS quando aplicada por profissional nutricionista. CONCLUSÃO: Conclui-se que o questionário dos hábitos alimentares da PNS pode ser usado na avaliação da qualidade da dieta em longevos, sendo mais fidedigno com a realidade quanto aplicado por nutricionistas.&nbsp;</p> Valéia Ianiski, Claudia Oliveira Safian, Angelo Jose Goncalves Bós ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10219 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 PROJETO HOSPITALIDADE NÃO TEM IDADE - QUALIDADE NO ATENDIMENTO A IDOSOS E TURISTAS NO COMÉRCIO, SERVIÇOS E TURISMO http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10220 <p>INTRODUÇÃO Em todo mundo as cidades estão crescendo e envelhecendo. No RS, conforme Censo de 2010, 13,6% da população tem mais de 60 anos, sendo o Estado mais envelhecido do país. Estima-se que esta população, em 2060, corresponderá a 1/3 da população total no País. Para atender a grande expectativa deste público, os comerciantes e prestadores de serviços precisam preparar-se para este mercado. Veranópolis é reconhecida pela OMS desde 2016 como Cidade Amiga do Idoso, com o "Projeto Veranópolis: Cidade Para Todas as Idades". Ao integrar a rede global, foram criados projetos voltados ao envelhecimento populacional, como o Projeto de Qualidade no Atendimento a Idosos e Turistas-Hospitalidade Não Tem Idade. OBJETIVO Qualificar empreendedores e seus estabelecimentos para melhor atender idosos e turistas, tornando o município uma cidade amigável ao idoso. MÉTODOS Desenvolvido pela Prefeitura, ACIV, Conselho Municipal do Idoso e consultoria externa, a dinâmica compreende palestras com os temas: atendimento a idosos, suas necessidades e limitações, tendências do mercado e oferta turística; visitas técnicas de avaliação dos empreendimentos; criação de materiais de apoio e material informativo para os idosos. Participam profissionais de diversas áreas, como geriatras, arquitetos, psicólogas, empreendedores e pedagogas. RESULTADOS Até o momento foram realizadas 2 edições, participaram 37 empreendedores somando 62 participantes, visitas técnicas e lançamento do livro "Em Veranópolis, Hospitalidade<br>não tem idade!" CONCLUSÕES O projeto possui grande importância para a melhora no atendimento adaptando suas estruturas e serviços para que sejam acessíveis e includentes às pessoas idosas de forma contínua e promovendo o município de Veranópolis como Terra da Longevidade.&nbsp;</p> Gisele Martins da Cunha, Ana Paula Soliman, Diana Alessio Tomiello, Cristiano Valduga Dal Pai, Antônio Henrique Chiaradia, Lilian Zieger ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10220 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE, MOBILIDADE FUNCIONAL E EQUILÍBRIO ESTÁTICO DE IDOSAS RELIGIOSAS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10221 <p>Introdução: A expectativa de vida aumentou muito nos últimos anos, no mundo nascem mais homens do que mulheres, entretanto há uma sobrevida maior de mulheres do que de homens, algumas mulheres acabam optando pela vida religiosa, seguidas pelo instinto da vocação. Ao longo do processo de envelhecimento ocorrem mudanças físicas como perda de força muscular, resistência, equilíbrio, mobilidade funcional e funcionalidade que acarretam em uma incapacidade generalizada, aumentando o risco de quedas e o imobilismo. Materiais e métodos: Esta pesquisa tratou-se de um estudo transversal com idosas com idade igual ou maior que 60 anos, residentes em uma instituição religiosa chamada Casa Jesus Bom Pastor Caxias do Sul-RS. Utilizou-se uma ficha de avaliação para coleta de dados de identificação pessoal, características sociodemográficas e clínicas, o Timed Up and Go Test para avaliar a mobilidade funcional, o Teste de Alcance Funcional Anterior para o equilíbrio estático e Escala de Lawton para funcionalidade. Resultados: Fizeram parte da amostra 32 mulheres, com idades variando entre 63 e 90 anos, onde observou-se que as duas mulheres que apresentam condição severamente dependente em relação a funcionalidade, possuíam 82 e 84 anos, respectivamente. Já a avaliação do equilíbrio estático indicou que 40,6% das mulheres apresentaram deslocamento normal e 59,4% deslocamento inferior a 15 cm, indicando déficit de equilíbrio. Já com relação ao teste de mobilidade funcional, 75% apresentaram médio e alto risco de quedas. Consideração final: Conclui-se ao fim deste estudo que mulheres religiosas sofrem alterações de equilíbrio estático, de mobilidade funcional e de sua funcionalidade após os 60 anos, acarretando na diminuição da qualidade de vida e aumentando o risco de quedas.&nbsp;</p> Gisele Oltramari Meneghini, Suéli Broenstrup Kohl, José Davi Oltramari, Alexandra Renosto, Alenia Varela Finger Minuscoli, Daiane Giacomet ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10221 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 EFEITOS DO MÉTODO ISOSTRETCHING NA POSTURA E FLEXIBILIDADE DE IDOSAS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10222 <p>Introdução: O termo "idoso" refere-se à indivíduos maiores de 60 anos, sendo que com o processo fisiológico de envelhecimento sofrem importantes alterações posturais, gerando encurtamentos musculares, tendinosos e do tecido conjuntivo. O método Isostretching aborda a reeducação da postura, acarretando em um aumento da flexibilidade e correções de curvas fisiológicas. Desta forma, objetivou-se com este estudo, verificar os efeitos do Método Isostretching na postura<br>e flexibilidade de idosas. Materiais e métodos: O estudo caracterizou-se por um ensaio quase experimental, onde as participantes foram avaliadas e reavaliadas pelos seguintes instrumentos: uma ficha de avaliação fisioterapêutica (anamnese), avaliação postural (baseada na avaliação Ângela&nbsp;Santos), fotogrametria computadorizada (avaliação postural), Teste do terceiro dedo ao chão (flexibilidade) e escala visual analógica (dor). Resultados: Obteve-se significativos ganhos com relação ao alívio da dor e ganho de flexibilidade após a intervenção com o Método Isostretching. Comparando os momentos pré e pós intervenção, observou-se diferença estatisticamente significativa na redução da dor, ganho de flexibilidade que resultou em redução dos ângulos coxofemoral e<br>tibiotarsico, melhora postural em relação a protusão cervical e a flexão de joelhos. Durante o teste do terceiro dedo ao chão verificou-se os ângulos da cadeia posterior, onde pré intervenção 16 participantes possuíam encurtamento muscular e alteração nos ângulos coxofemoral e tibiotarsico, após a intervenção apenas 1 participante permaneceu com encurtamento muscular. Em relação a escala visual analógica inicialmente 5,9% das participantes apresentavam quadro álgico, após 2,23% ainda apresentavam sintomas. Consideração final: O método Isostretching proporcionou aumento da flexibilidade de cadeia posterior, alivio do quadro álgico e promoveu melhora postural.&nbsp;</p> Gisele Oltramari Meneghini, Jaqueline Marostica Schu, José Davi Oltramari, Daiane Giacomet, Alexandra Renosto, Alenia Varela Finger Minuscoli ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10222 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 ACESSO A SERVIÇOS DE SAÚDE EM IDOSOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE LITERATURA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10223 <p>Introdução: O Brasil, juntamente com outros países, tem vivenciado o aumento acelerado do número de pessoas com mais de 60 anos de idade, desta forma à medida que a estrutura da população está mais envelhecida, a proporção de pessoas que utilizam os serviços de saúde aumenta. Portanto a disponibilidade de serviços, a distribuição geográfica, os mecanismos de financiamento dos serviços e a sua organização representam características que podem facilitar ou dificultar o acesso aos serviços de saúde para as pessoas idosas. Objetivo: Analisar as evidências cientificas publicadas sobre o acesso de pessoas idosas aos serviços de saúde. Método: Foi feita uma busca por artigos publicados de janeiro de 2009 a maio de 2019 nas bases de dados PubMed e Lilacs. Utilizaram-se os seguintes descritores (health services accessibility" OR "health services utilization" OR "access to health services") and ("elderly" OR "major adults" OR "older people" OR "aged" OR "older adults"). Os critérios de elegibilidade foram textos na forma de artigos científicos originais disponíveis on-line, na íntegra, que abordassem a temática nos idiomas português, inglês e espanhol. Resultados: A partir da combinação dos descritores, foram encontrados 1076 artigos, mas apenas 7 selecionados por se adequarem ao objetivo e fatores de inclusão. A maior parte dos estudos foi publicada em 2017 (42%), predominando delineamentos transversal (42%). Constatou-se entre os escolhidos, que alta escolaridade e renda estão associados com acesso a serviços de saúde por idosos fazendo a renda familiar influenciar na frequência de procura da assistência de saúde. Outro ponto está no fato do maior numero de consultas por parte dessa população e a<br>alternativa de acesso com os serviços de home &amp; care. Foi evidenciado também que a população de mais de oitenta anos de idade precisa ter um acesso ampliado aos serviços de saúde e as limitações funcionais são um impedimento ao acesso a saúde, evidenciando maior dificuldade aos serviços públicos do que privados. Conclusão: Desta forma o poder de compra e o grau de escolaridade estão intimamente ligados ao acesso aos serviços de saúde, toda via, são os serviços privados que&nbsp;estão mais adaptados para a demanda do paciente idoso, isso devido as lacunas do serviço de saúde púbica e o descaso do poder público&nbsp;</p> Guilherme Briczinski de Souza, Juliane Pinto Lucero, Eduardo Garcia ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10223 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 A PRESENÇA DE MULTIMORBIDADE ESTÁ ASSOCIADA AO DESEMPENHO FÍSICO INADEQUADO EM IDOSOS COMUNITÁRIOS? http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10224 <p>Introdução: O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios na área da saúde, devido suas inúmeras implicações, nas quais destacam-se o aumento de doenças crônicas e a presença de multimorbidade, as quais predispõem ao comprometimento do desempenho físico1. Objetivo: Avaliar a associação entre a presença de multimorbidade e o desempenho físico de idosos comunitários. Métodos: Trata-se de um estudo de base domiciliar e delineamento transversal. A<br>amostra aleatória foi composta por idosos com 60 anos ou mais de idade, não institucionalizados, cadastrados no sistema de informação em saúde da Atenção Básica de Balneário Arroio do Silva-SC. Foi considerada como multimorbidade a coexistência de três ou mais doenças crônicas (doença na coluna, artrite/reumatismo, hipertensão, diabetes e osteoporose), com base na metodologia adotada pela Pesquisa Nacional de Saúde2. No desempenho físico, foi avaliada a força de membros inferiores por meio do teste de sentar e levantar da cadeira de 5 repetições (TSLC5.rep), a mobilidade através do Teste Timed Up and Go (TUG) e a velocidade de caminhar por meio do teste de&nbsp;Velocidade de Marcha Habitual (VMH). Os testes foram analisados dicotomizados (desempenho<br>adequado ou inadequado) considerando-se pontos de corte estabelecidos. Houve aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFSC (CAAE nº87776318.3.0000.0121). Foram realizadas análises descritivas (frequências relativas e IC95%) e analíticas por meio do teste Qui-quadrado de Pearson, adotando-se valores de p≤0,05 como significativamente estatísticos. Resultados: foram avaliados 211 idosos (55,4% do sexo feminino e 44,5% do sexo masculino). A prevalência de multimorbidade foi de 64,4% (IC95% 57,5; 70,9). Houve associação significativa&nbsp;entre a presença da multimordidade e o desempenho inadequado no TSLC5.rep (p=0.001), TUG (p=0,023) e VMH (p=0,014). Conclusões: A multimorbidade em idosos comunitários é uma condição comum e está associada positivamente ao desempenho inadequado nos testes de força de MMII, mobilidade física e velocidade da marcha.</p> Janaina Rocha Niehues, Maria Eduarda da Costa, Núbia Carelli Pereira de Avelar, Ana Lúcia Danielewicz ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10224 Qui, 07 Nov 2019 00:00:00 -0300 MORTE, PERCEPÇÃO DE ENVELHECIMENTO E EDUCAÇÃO EM SAÚDE: A PERCEPÇÃO EM FINITUDE DA VIDA POR PROFISSIONAIS E ESTUDANTES DE SAÚDE - UM RELATO DE EXPERIÊNCIA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10188 <p>Introdução. Dados os avanços em relação às propedêuticas e terapêuticas em saúde, uma<br>prática clínica que proporcionasse também avanços e incrementos substanciais em qualidade de</p> <p>vida dos pacientes e tratamento seria condizente. Muitas vezes, impõe-se a pacientes idosos te-<br>rapias que postergam sua existência negligenciando as consequências do viver e efeitos adversos:</p> <p>a vida é priorizada, independendo da qualidade da existência e tal pensamento culminou em um<br>distanciamento da morte, representada pelo fracasso terapêutico e profissional e afastamento do<br>paciente e de discussões sobre o processo de finitude da vida. Contudo, os objetivos terapêuticos<br>nem sempre são atingidos e, inevitavelmente, tópicos como morte e sofrimento no envelhecimento<br>não são devidamente discutidos na formação dos profissionais da saúde. Objetivo. Apresentar os<br>resultados relacionados com a percepção da morte e processo de envelhecimento em profissionais</p> <p>da saúde presentes em evento acerca do tópico em Porto Alegre. Metodologia. Aplicação de ques-<br>tionário objetivo formado com 8 questões a profissionais e acadêmicos da área da saúde em 2018.</p> <p>Resultados. 110 participantes (acadêmicos ou profissionais da área da saúde), sendo 91% do sexo</p> <p>feminino e na faixa etária de 19 a 69 anos. A definição de morte foi a de representação de um pro-<br>cesso natural de envelhecimento para 45%, 23% nunca pensou acerca da própria morte, 44,5% já</p> <p>vivenciou uma experiência citada como traumática no processo de envelhecer ou morrer; somente<br>12,7% acredita que ao longo da formação acadêmica e profissional teve preparo teórico e prático<br>para o tópico; 91,8% discorda que a morte é um tema a ser evitado; 40% concorda em algum grau<br>que seja fundamental a profissionais da saúde tenham alguma crença espiritual para tratar de<br>situações de morte ou envelhecimento e 79,1% discorda de que o paciente ter conhecimento acerca<br>da gravidade de sua doença contribui para a piora do estado. Conclusões. Urge que se discuta sobre morte e envelhecimento no âmbito da formação de profissionais da saúde: 83,7% dos participantes<br>acreditam não possuir o embasamento teórico, prático e psicológico adequado para o manejo de<br>tais situações - assim, é necessário maior enfoque no tema na educação em saúde, com o intuito de<br>preparar psicologicamente futuros profissionais ante a terminalidade da vida e envelhecimento, a<br>fim de gerar um desempenho profissional e pessoal mais saudável.</p> Jeovana Ceresa Ceresa, Guilherme Silva Silva Costa, Guilherme Briczinski Briczinski, Juliane Pinto Lucero, Eduardo Garcia Garcia ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10188 Ter, 05 Nov 2019 00:00:00 -0300 DECLÍNIO COGNITIVO COMO FATOR DE RISCO PARA INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10190 <p>Introdução: as doenças crônicas não transmissíveis são as mais prevalentes entre os idosos; porém a fragilização por doenças infecciosas constitui importante intercorrência clínica, motivo de internações e óbito. Entre as mais comuns está a do trato urinário, pois os idosos estão propensos à presença de vários fatores de risco, entre eles, a institucionalização, idade avança e declínio cognitivo (ARAUJO, 2011; ANDRADE et al, 2017). Objetivo: avaliar o declínio cognitivo de idosos institucionalizados e sua associação com Infecção do Trato Urinário (ITU). Métodos: estudo transversal, recorte do Projeto: Avaliação do Impacto de Intervenção Educacional na Prevalência de Infecção do Trato Urinário em Idosos Institucionalizados; CEP-UESC nº. 1.050.366. População:116 idosos institucionalizados, período: junho a dezembro de 2017. Avaliação: resultados de urocultura e aplicação do Mini Exame do Estado Mental (MEEM). Resultados: maioria com 80 anos ou mais (36,2 %); sexo feminino (65,52%); 84,79% com grau de comprometimento cognitivo (65,52% grave); MEEM médio: 12,45/30 pontos; 88,6% analfabetos. Regressão logística e testes estatísticos demonstraram significância entre tempo de estudo e déficit cognitivo (p value &lt; 0,001), mas não houve associação de declínio cognitivo com ITU (p value = 0,55). Conclusão: quanto menor a instrução educacional maior o risco de declínio cognitivo, corroborando com a literatura (ANDRADE et al, 2017; MELO e BARBOSA, 2015). No contexto estudado, déficit cognitivo não se apresentou como fator de risco para ITU, sugerindo mais estudos com associação a outros fatores integrados. A utilização do MEEM possibilitou traçar metas e estratégias para uma melhor assistência à população idosa no intuito de reduzir a progressão da perda cognitiva e encaminhamentos de casos à avaliação neurológica.</p> Ingrid Araújo Ribeiro, João Luis Almeida da Silva, Dulce Aparecida Aparecida Barbosa ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10190 Ter, 05 Nov 2019 00:00:00 -0300 UM TEMPO PARA UMA PROSA: IDOSOS EM SITUAÇÃO DE RUA NO CONTEXTO BRASILEIRO http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10191 <p>Introdução: o aumento da expectativa de vida no Brasil tem gerado diversas repercussões na qualidade da assistência a pessoa idosa, com reflexo nos campos da saúde, social e político. Aqueles em situação de rua estão mais expostos à violência e à criminalidade com acesso precário a serviços sociais e de saúde(MATTOS, R.M.; FERREIRA, R.F., 2005) Objetivo: analisar o contexto dos idosos em situação de rua no Brasil. Métodos: revisão integrativa nas bases de dados: Literatura Latino-Americana e Do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Critérios de inclusão: artigos científicos que abordassem o contexto brasileiro do idoso em situação de rua no período de 1997 a 2017. Uso dos descritores: ‘idoso‘; ‘situação de rua‘ e sua variante ‘morador de rua‘. Encontrados 10 artigos e selecionados 5 - demais não correspondiam ao critério de inclusão. Resultados: obras trazem um quantitativo maior de homens; vida sexual ativa mesmo na condição de idoso; classe baixa; cerca de 10% ainda com vínculo familiar; baixa escolaridade; funções profissionais informais; distorção na percepção de doença; vivência em ambiente hostil e sub-humano (ROSA, A.S.; CAVICCHIOLI, M.G.S.; BRÊTAS, A.C.P., 2006) . Como consequências: baixo autoestima, déficit de higiene, dificuldade de reinserção social (FERNANDES, F.S.L.; RAIZER, M.V.; BRÊTAS, A.C.P.,2007). Conclusão: contexto brasileiro com pouca produção de pesquisas relacionadas ao tema do idoso e situação de rua. Autores direcionam-se na mesma linha de causalidade da situação de rua do idoso: dificuldades de inserção no mercado de trabalho, dificuldades financeiras e rompimento de vínculos familiares, assim, é fundamental a participação da comunidade e apoio do Estado para investimentos em estratégias que visem melhorar a qualidade de vida e saúde da população idosa de rua.</p> Isaac Guimarães Guimarães dos Santos, João Luis Almeida da Silva ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10191 Ter, 05 Nov 2019 00:00:00 -0300 CARACTERÍSTICAS DO AUTOCUIDADO EM SAÚDE ORAL ENTRE IDOSOS RURAIS E URBANOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10192 <p>Introdução: As condições de saúde oral da população idosa brasileira encontram-se em situação precária1. higiene, doenças da gengiva e até o desenvolvimento do câncer, se relacionam com as técnicas corretas de higiene bucal e ao autocuidado na cavidade oral2. Objetivo: Verificar as características do autocuidado em saúde oral entre idosos rurais e urbanos, através da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), dados de 2013. Método: Trata-se de um estudo transversal analítico de um banco de dados público oriundo da PNS, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2013. Foram selecionadas as informações dos indivíduos idosos (60 anos ou mais) em relação ao autocuidado em saúde oral e o local do domicílio dos idosos. Resultados: Dos 10.175 indivíduos idosos que responderam as questões de autocuidado bucal, observou-se que idosos urbanos apresentaram maiores frequências de escovação dental diária (2x ou mais) 83,78% (n= 6.997), uso de escova 99,24% (n=8.252), pasta dental 99,10% (n=8.240), fio dental 33,47% (n=2.783), e uma menor periodicidade de troca de escova dental, de uma vez ao ano ou nunca trocou 3,52% (n=293) em relação aos idosos rurais. Observou-se diferenças estatisticamente significativas entre os idosos rurais e urbanos (p&lt;0,001). Conclusão: Idosos urbanos mostraram melhor autocuidado com relação a saúde oral do que idosos rurais. Torna-se importante a educação para a saúde, visando à promoção e prevenção da saúde oral dos idosos independente da sua área de moradia.</p> Rejane Eliete Luz Eliete Luz Pedro, Josemara de Paula Rocha, Renata Breda Martins, Ângelo José Gonçalves Gonçalves Bós ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10192 Ter, 05 Nov 2019 00:00:00 -0300 CONSULTA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM DIABETES MELLITUS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10193 <p>Introdução: A Consulta de enfermagem (CE), é oportunidade para realizar práticas do cuidado como: fortalecimento do vínculo, educação em saúde, avaliação multidimensional, identificação precoce de idosos frágeis ou em processo de fragilização, entre outras¹. Objetivo: Identificar a realização da CE específica para idosos com diabetes mellitus, por enfermeiros de uma unidade básica de saúde do município de São José/SC. Metodologia: Trata-se de estudo de caso holístico, de casos múltiplos ². Participaram do estudo cinco enfermeiros de uma Unidade Básica de São José/ SC, no período de dezembro de 2016. A coleta de dados buscou evidências através de entrevista semiestruturada. Os aspectos desta pesquisa estão de acordo com a resolução 466/12 e aprovada no Comitê de ética sob parecer 1.833.375. Resultados: Quando questionados se eles teriam uma agenda exclusiva para o atendimento dos idosos diabéticos quatro participantes do estudo negam a existência deste atendimento exclusivo, negando assim a realização de CE, pois segundo os mesmos a Secretaria da Saúde de São José passou por uma reestruturação empregando o acolhimento nas unidades de saúde. Atualmente as agendas funcionam através do acolhimento à demanda espontânea, atendendo assim todo público independente de ter uma agenda exclusiva. Apenas um enfermeiro faz consulta de enfermagem voltado aos marcadores englobado à consulta com idoso diabético. Conclusões: Nesse contexto, ressalta a importância dos enfermeiros da Estratégia da Saúde da Família e seu papel fundamental nas respostas às necessidades de saúde da população idosa na Atenção Primária. Destacando a CE como sendo atividade privativa do enfermeiro, onde é possível usar componentes do método científico para identificar situações de saúde/doença, prescrever e implementar medidas de enfermagem que contribuam para a promoção, prevenção, proteção da saúde, recuperação e reabilitação do indivíduo, família e comunidade. Reforçando que o acolhimento ajuda a criar vínculo, porém não é uma CE e muito mesmos substituí a mesma.</p> Juliete Coelho Coelho Gelsleuchter, Karina Silveira de Almeida Hammerschmidt, Juliana Balbinot Reis Girondi, Laura Cavalcanti de Farias Brehmer, Melissa Orlandi Honório Locks, Anderson Abreu de Carvalho ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10193 Ter, 05 Nov 2019 00:00:00 -0300 A CONTRIBUIÇÃO DOS LAUDOS PERICIAIS DO ASSISTENTE SOCIAL NA ELABORAÇÃO DAS SENTENÇAS DE PROCESSOS JUDICIAIS DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA/IDOSO http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10194 <p>Introdução: Fundamentando-se na legislação e no trabalho dos assistentes sociais peritos judiciais, a partir da experiência da primeira autora, busca-se aprofundar os laudos e sentenças dos processos de idosos requerentes do Benefício de Prestação Continuada (BPC) que tramitaram no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4-RS) com sentenças proferidas em 2017. Objetivo: Identificar a contribuição do laudo pericial dos assistentes sociais nas sentenças proferidas pelos juízes de processos BPC/idoso. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa qualitativa a partir da análise de 79 processos com sentença proferida em 2017 e que continham laudo do perito assistente social. O uso destes processos foi autorizado pelo TRF4-RS e aprovado pelo Comitê de Ética do Instituto de Psicologia da UFRGS sob nº2762730/2018. Os laudos e sentenças foram analisados utilizando-se software de apoio à análise de dados qualitativos (computer assisted qualitative data analysis software - CAQDAS), o programa NVivo12. Para instrumentalizar a análise, foram utilizados os recursos de contagem de palavras e construção de árvore de palavras. Resultados: Identificamos uma variedade de concepções empregadas na construção do documento pericial e uma efetiva contribuição dos laudos sociais nas sentenças. Comparando-se aos dados de renda per capita final, miserabilidade (comprovada ou não) dos 79 processos com a sentença proferida, observa-se que a judicialização do BPC apresenta diversidade tanto nos critérios objetivos quanto nos critérios subjetivos utilizados pelos profissionais envolvidos. Conclusão: Conclui-se que a renda, como critério objetivo, não é determinante para o resultado sentencial. Entretanto, a comprovação de miserabilidade se mostrou um fator relevante na decisão da sentença para concessão do BPC. Da mesma forma, com base nos conteúdos dos laudos periciais foi possível inferir a consideração da condição habitacional nas decisões. É possível destacar a relevância e efetiva contribuição do laudo de perícia social, para a decisão do magistrado. Para tal faz-se necessária maior qualificação dos profissionais assistentes sociais na elaboração de perícia.</p> Lisete Maria Pozatti, Sergio Antonio Carlos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10194 Ter, 05 Nov 2019 00:00:00 -0300 A UTILIZAÇÃO DO WHEY PROTEIN NA SUPLEMENTAÇÃO DE IDOSOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10196 <p>Introdução: A nutrição é fundamental à saúde dos idosos e a proteína é um nutriente-chave, mas a maioria deles tem ingestão insuficiente de proteínas de alto valor biológico. A utilização do whey protein pode ser uma estratégia nutricional para aumentar o aporte proteico. Podendo melhorar o desempenho muscular ao estimular a síntese proteica. Objetivo: Analisar a literatura sobre a utilização do whey protein em idosos. Métodos: Revisão sistemática. Critérios de inclusão: população: idosa; intervenção: utilização de whey protein, comparada com grupo controle; desfecho: relacionado à saúde, nutrição ou qualidade de vida. Base de dados: PubMed, com artigos publicados nos últimos 5 anos. Estratégia de busca: (elder OR senior OR elderly OR aging OR aged OR old OR older) AND (whey OR ‘whey protein‘). Resultados: Foram selecionados 35 artigos, sendo 22 com desfecho de desempenho físico e 13 com desfechos clínicos. Estudos indicam que suplementos a base de whey protein promovem síntese proteica em idosos, melhorando desempenho muscular, capacidade aeróbica, prevenindo sarcopenia e reduzindo o risco de quedas. Nos artigos encontrados, a faixa etária considerada para idosos foi de ≥ 65 anos em 27 artigos e de ≥ 60 anos nos 8 demais artigos. Eles também parecem contribuir para a melhoria da saúde, recuperação de doenças, prevenção de riscos cardiovasculares e metabólicos e nas complicações da esteatose hepática. Conclusão: Os dados sugerem que suplementação com whey protein pode ser promissor na manutenção muscular e funcionalidade. Além de recuperação de doenças, melhorando assim, a qualidade de vida dos idosos.</p> Liziane da Rosa Camargo, Divair Doneda Doneda, Viviani Ruffo de Oliveira ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10196 Ter, 05 Nov 2019 00:00:00 -0300 ESTADO NUTRICIONAL DE NONAGENÁRIOS E CENTENÁRIOS RESIDENTES EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA PRIVADA EM PORTO ALEGRE/RS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10199 <p>Introdução: Observa-se o aumento de longevos (+80 anos), população mais crescente mundialmente. A presença de fatores de risco nos longevos e ocorrência de doenças crônico-degenerativas (multimorbidades) podem ocasionar dependência. Dificuldades no cuidado levam a procurar Instituições de Longa Permanência (ILPI). Além das multimorbidades, a desnutrição é mais comum em longevos, podendo contribuir para perda de autonomia e de qualidade de vida. Objetivo: Avaliar o estado nutricional de nonagenários e centenários residentes em uma ILPI privada em Porto Alegre/RS. Métodos: Estudo transversal com 24 longevos. Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, clínicas, antropométricas e Mini Avaliação Nutricional (MAN). Estudo aprovado sob CAAE: 68143317.8.0000.5336. Resultados: Média de 93±3,1 anos, 92% do sexo feminino, 75% viúvas, 46% com baixo grau de dependência (GD 1). Média de 2,3±0,8 patologias, as mais prevalentes: 21% hipertensão, 21% cardiopatias e 14% depressão. Média de peso 61,2±9,3kg, altura 1,5±0,1m, IMC 26,2±3,2kg/m², circunferência braquial (CB) 27,3±2,1cm, CB% 95,8±7,6cm, circunferência de panturrilha (CP) 33,7±7,6cm. Pelo IMC, 54% foi classificada como eutróficos. 75% CB% classificado como eutrófico e 79% CP indicativo de massa muscular. Entretanto, pela MAN, foi observado que 58% apresentava risco de desnutrição. Conclusão: A maioria dos nonagenários e centenários são do sexo feminino, viúvas e com baixo GD, mas com elevado risco para desnutrição. O GD foi menor que observado por Terra et al. (2009), também em ILPI privada. Talvez exista uma mudança de comportamento quanto a institucionalização privada.</p> Liziane da Rosa Camargo, Ângelo José Gonçalves Bós ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10199 Qua, 06 Nov 2019 00:00:00 -0300 TESTE DA ESCADA HORIZONTAL: ANÁLISE DA REPRODUTIBILIDADE DOS ESCORES DE AVALIAÇÃO DA MARCHA EM MODELOS MURINOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10200 <p>Introdução: A capacidade de adaptar a marcha nos permite caminhar em diferentes circunstâncias, terrenos e com padrões de velocidades diferentes. A instabilidade durante a caminhada muda conforme o avanço da idade. Indivíduos idosos apresentam alterações de estabilidade corporal, mudanças nos padrões de marcha e perdas graduais de recursos cognitivos importantes para prevenir a ocorrência de quedas. No entanto, as bases neurobiológicas da adaptabilidade da marcha ainda não são totalmente compreendidas. Neste contexto, o teste da escada horizontal é amplamente utilizado para avaliação da adaptabilidade da marcha em modelos experimentais murinos, sua análise é realizada por meio de um escore de colocação das patas anteriores e posteriores, possibilitando qualificar e quantificar a coordenação sensório-motora durante a locomoção. No entanto, a confiabilidade da avaliação deste teste ainda não foi testada. Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade e a consistência intra-avaliador e interavaliador do teste da escada horizontal, buscando elucidar os níveis de confiabilidade do teste. Método: Com o propósito de avaliar a concordância intra e inte-ravaliador, empregou-se 40 vídeos de murinos realizando o teste da escada horizontal (20 para ratos e 20 para camundongos), que foram analisados por 2 avaliadores independentes. Cada vídeo foi analisado duas vezes por cada um dos avaliadores, de modo cegado, totalizando 80 análises por avaliador. Para a análise estatística, empregou-se o teste de correlação intraclasse (ICC) e o coeficiente de concordância de Kappa, utilizando o software SPSS 17.0. Resultados: Na análise de concordância inter-avaliadores, verificou-se a existência de níveis variados de concordância geral para o teste, desde excelente até pobre, dependendo do nível de classificado. Já na análise de concordância intra-avaliadores, verificou-se valores muito semelhantes para todos os escores, o que revelou um alto grau de concordância entre as avaliações realizadas. Conclusão: Embora o teste da escada horizontal apresente concordância razoável para as análises intra-avaliador, a confiabilidade interavaliadores ainda é uma questão a ser melhor estudada. Portanto, aconselha-se que um único avaliador deve realizar a análises de todos os vídeos do teste da escada horizontal, visando assim aumentar o grau de confiabilidade dos resultados obtidos.</p> Lucas Athaydes Martins, Aniuska Schiavo, André Zanluchi, Luísa Reichert, Caroline Borba da Silva, Régis Gemerasca Mestriner ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10200 Qua, 06 Nov 2019 00:00:00 -0300 DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS E LIMITAÇÕES EM IDOSOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10201 <p>INTRODUÇÃO: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são hoje a maior epidemia em saúde pública já vista, comprometendo a expectativa e qualidade de vida dos idosos¹. OBJETIVO: Descrever a proporção de idosos que tem diagnóstico de alguma DCNT e consequentemente limitações por esta causa. MÉTODO: Estudo descritivo de busca eletrônica de dados realizada através dos termos ‘doenças crônicas‘ e ‘idoso‘ no Sistema de Indicadores de Saúde e Acompanhamento de Políticas do Idoso (SISAP-idoso). A presença de DCNT, esta relacionada à proporção de idosos que referem ter recebido diagnóstico de DCNT e a presença de limitações, se caracteriza pela referência deles de ter alguma limitação provocada por DCNT. Os dados são oriundos da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. RESULTADOS: A proporção de idosos com DCNT no país é de 76,3%, sendo a maior proporção, 80,1%, encontrada nas mulheres. Dentre as regiões, foi observada maior proporção de DCNT na região Sul (81,8%) e também em ambos os gêneros (homens:79,3%; mulheres:83,7%). O estado de Santa Catarina apresenta a maior proporção de idosos com DCNT (83,7%). No Brasil, a proporção de idosos com limitação por DCNT é de 45,4%, sendo mais observada em mulheres, 47,6%. Frente as regiões, a região Sul assume mais da metade (51%) dos idosos com limitação por DCNT, sendo também observadas as maiores proporções com relação aos gêneros (homens:48,4%; mulheres:52,9%). O Rio Grande do Sul é o estado com mais limitações por DCNT (53,1%). CONCLUSÃO: A região Sul é a mais afetada pelas DCNT. As mulheres apresentam mais DCNT e também limitações provocadas pelas mesmas tanto em nível de país como de regiões.</p> Valéria Baccarin Ianiski, Luciana de Almeida da Cunha ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10201 Qua, 06 Nov 2019 00:00:00 -0300 ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10202 <p>O processo de envelhecimento e suas modificações vêm sendo estudados há muito tempo. Até o século XX, os idosos eram estereotipados, além de haver muitos mitos acerca desses indivíduos. No decorrer do século diversos, autores foram observando e analisando que o envelhecimento era um processo heterogêneo, assim passou-se a pesquisar os fatores para um envelhecimento saudável (CUPERTINO; ROSA &amp; RIBEIRO, 2007). Rowe e Kahn (1998) foram os primeiros autores que propuseram as possíveis trajetórias no envelhecimento humano (normal, patológico e saudável), sendo que a definição descrita por eles foi ter um baixo risco de doenças e de incapacidades funcionais relacionadas às doenças; alto funcionamento mental e físico; e envolvimento ativo com a vida. O envelhecimento bem-sucedido é afetado tanto por influências precoces, por condições favoráveis na infância que melhoram significativamente os escores de envelhecimento saudável, quanto pela educação, renda, comportamentos de saúde, apoio social, e religiosidade. Sugere-se que se exercitar, manter um peso adequado e não fumar provavelmente podem se traduzir em um envelhecimento mais saudável. Os autores trazem os termos “envelhecimento saudável” e “envelhecimento bem-sucedido” como termos intercambiáveis no seu estudo (FERDOWS; JENSEN &amp; TARRAF, 2018)Objetivo: revisar as concepções na literatura científica acerca do envelhecimento saudável.Trata-se de uma revisão integrativa para buscar estudos que apresentavam a concepção de Envelhecimento Saudável.Os critérios de inclusão foram: ter o texto completo disponível, publicados nos últimos 5 anos, sendo a última data da pesquisa: 17/06/2019; Os critérios de exclusão foram: artigos de revisão, artigos que não abordavam o assunto pesquisado e artigos que não apresentavam a concepção de Envelhecimento Saudável.Para estratégia de busca eletrônica foi consultado a base de dados PubMed. Três conjuntos de termos foram cruzados para a busca eletrônica: Healthy Aging AND intervention AND population. A pesquisa resultou em 314 artigos, cujos dados foram inseridos em uma planilha previamente construída com os itens de interesse. Também serão apresentados possíveis vieses encontrados em relação à análise realizada.a revisão integrativa, segundo Ercole, Melo e Alcoforado (2014),</p> Marcia Rejane Estima Pedone ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10202 Qua, 06 Nov 2019 00:00:00 -0300 CONTRIBUIÇÕES DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOS MULTICOMPONENTES SOBRE A CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10204 <p>Introdução: O processo de envelhecimento provoca alterações funcionais que podem comprometer a marcha e o equilíbrio de idosos1,2,3, o que afetam diretamente a capacidade funcional2,3,4. Um programa de exercícios multicomponentes têm demonstrado reduzir quedas e melhorar a capacidade funcional de idosos3,4,5,6. No entanto, a combinação ideal de exercícios de força, equilíbrio, velocidade e agilidade precisam ser mais investigados5,6,7. Objetivo: Verificar os efeitos de um programa de exercícios multicomponentes sobre a capacidade funcional de idosos. Métodos: Foi realizado um estudo observacional a partir de informações de prontuários de 24 idosos que frequentavam um centro de exercícios terapêuticos, 2 vezes por semana, localizado na cidade de Porto Alegre. A bateria de testes Short Physical Performance Battery (SPPB)8 era usada rotineiramente antes e após 3 meses do programa de exercícios multicomponentes que incluía fortalecimento, treino de equilíbrio e velocidade de marcha. Foi utilizada a estatística descritiva - distribuição absoluta e relativa (n - %), média, mediana e desvio padrão. A distribuição de dados ocorreu pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. A comparação ocorreu pelo teste t-Student e o teste de Wilcoxon. Foi utilizado o software SPSS 20.0, e o nível de significância foi de 5%. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob nº1.472.393. Resultados: Na análise parcial do SPPB, o teste de equilíbrio apresentou aumento significativo (p=0,001) de 1,2 pontos. Para velocidade da marcha, houve um aumento significativo (p=0,003) de 0,5 pontos. O teste de força apresentou um aumento significativo (p=0,001) de 1,3 pontos. No escore total do SPPB, houve diferença significativa (p&lt;0,001) entre a média no Pós-intervenção (11,5±0,9) e a avaliação Pré (8,6±2,5). Conclusões: Este estudo demonstrou que o programa de exercícios multicomponentes realizado gerou um aumento da capacidade funcional de idosos.</p> Marcos Antônio Silveira da Costa, Ângela Ghileni Pena ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10204 Qua, 06 Nov 2019 00:00:00 -0300 COMPARAÇÃO ENTRE DOIS PROTOCOLOS DE EXERCÍCIOS BASEADOS NO MÉTODO PÍLATES SOBRE A MOBILIDADE FUNCIONAL DE IDOSAS. http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10205 <p>INTRODUÇÃO: Estudos demonstram que o método Pilates (MP) é capaz de melhorar o equilíbrio postural, embora não se saiba se as variações de administração dos exercícios do método alteram a sua eficácia. OBJETIVO: Avaliar se a prática de exercícios derivados do MP contemporâneo em posição ortostática promove maior benefício sobre o equilíbrio de idosas quando comparada à prática de exercícios do referido método com menor volume de treinamento na posição ortostática. MÉTODO: Ensaio clínico, controlado e randomizado. Um total de 36 idosas participaram do estudo e assinaram o TCLE. As participantes foram randomizadas em grupo experimental (MP com ênfase na postura ortostática) ou grupo controle (MP com menor volume de treinamento em posição ortostática). Os protocolos de exercícios foram administrados por 12 semanas (2 sessões semanais de 50 min cada). As idosas foram avaliadas nos momentos pré e pós-intervenção. O desfecho principal do estudo foi o equilíbrio dinâmico, avaliado pelo Teste do Timed Up and Go (simples e em dupla tarefa cognitivo-motora), Escala de Equilíbrio de BERG e Teste do Alcance Funcional. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da PUCRS (099196/2017) e registrado na plataforma ClinicalTrials.Gov (NCT03526757). RESULTADOS: Para a análise inferencial, optou-se pela abordagem ‘por intenção de tratar‘, haja vista que foram estudados desfechos de eficácia da terapia concorrente em detrimento da intervenção convencional. A ANOVA de medidas repetidas, com ajuste para a variável de confusão ‘número de medicamentos contínuos em uso‘, revelou uma ausência de efeitos benéficos para ambos os grupos estudados. Observa-se, ainda, que os grupos, controle e intervenção, realizaram apenas 70,33% e 72,20% das sessões programadas, respectivamente. Apenas 16,6% das idosas realizaram todas as 24 sessões propostas e 22,22% completaram menos de 12 sessões. A taxa de não-retenção foi de 27,77%. CONCLUSÃO: O MP não proporcionou benefícios no equilíbrio das idosas estudadas, o que provavelmente ocorreu dado ao excesso de faltas e consequente perda do princípio de continuidade do treinamento físico. Os resultados alertam para a necessidade de conscientizar o idoso sobre o risco de não benefício do MP em um cenário de vida real, onde as faltas são um problema frequente.</p> Mariana dos Santos Oliveira, Anelise Ineu Figueiredo, Fabiane de Oliveira Brauner, Lucas Athaydes Martins, Gabriel Hoff da Silveira, Régis Gemerasca Mestriner ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10205 Qua, 06 Nov 2019 00:00:00 -0300 ASSOCIAÇÃO ENTRE POLIFARMÁCIA E RISCO NUTRICIONAL EM IDOSOS HOSPITALIZADOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10206 <p>Introdução: O envelhecimento causa alterações na composição corporal, no funcionamento hepático e renal dos indivíduos (1) podendo a presença de polifarmácia em idosos resultar em interações e consequências clínicas e nutricionais importantes para a manutenção e equilíbrio do organismo (2). Objetivo: Analisar a associação entre polifarmácia e risco nutricional em idosos hospitalizados. Método: Estudo transversal e analítico com idosos internados em um hospital universitário do município de Porto Alegre/RS/Brasil, avaliados de abril a dezembro de 2015 (CAAE 38663014900005336). Considerou-se polifarmácia a utilização de cinco ou mais medicamentos de uso diário e crônico. O risco nutricional foi determinado pela Mini Avaliação Nutricional - versão reduzida (MNA®-SF) de acordo com a seguinte classificação: bem nutrido, risco nutricional e desnutrido. Os dados foram analisados através do software estatístico SPPS versão 17, sendo considerado como significativo p&lt;0,05. Resultado: Dos 274 pacientes avaliados, a maioria era do sexo masculino (58%; n= 159). A frequência de polifarmácia foi de 32,8%, sendo 33,9% (n=39) entre as mulheres e 32,1% (n=51) entre os homens. Em relação ao risco nutricional, 33,6% (n=92) dos idosos encontravam-se bem nutridos, 43,1% (n=118) em risco nutricional e 23,3% (n=64) desnutridos. Observou-se associação significativa entre polifarmácia e risco nutricional (p&lt;0,001). No caso, a frequência de polifarmácia foi significativamente maior entre os indivíduos classificados como em risco nutricional/desnutridos (63,3%) em comparação aos bem nutridos (33,7%). Conclusão: Polifarmácia e risco nutricional/desnutrição apresentaram alta frequência em idosos hospitalizados e mostraram-se associados.</p> Melissa Côrtes da Rosa, Maria Luiza Annes Freitas, Letícia Mazzoco, Renata Breda Martins, Valéria Baccarin Ianiski, Carla Helena Augustin Shwanke ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10206 Qua, 06 Nov 2019 00:00:00 -0300 LASERTERAPIA ASSOCIADA AO GUARANÁ: UMA ESTRATÉGIA TERAPÊUTICA ALTERNATIVA NA PREVENÇÃO DE LESÕES DE PELE http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10208 <p>Introdução: O envelhecimento celular pode ser explicado pela teoria das espécies reativas de oxigênio (EROS). Essa teoria é baseada no envelhecimento induzido por efeitos deletérios na célula causados pelas EROS, as quais são consideradas um pré-requisito para o processo inflamatório e apoptótico. Dessa forma, o estresse oxidativo teria um papel central nos processos de envelhecimento celular da pele fortemente relacionado a queda na síntese de colágeno e elastina por parte dos fibroblastos, assim com o envelhecimento há uma maior propensão ao surgimento de lesões de pele, que são hoje um grave problema de saúde pública no Brasil. Alternativas de prevenção as lesões são relevantes de serem estudadas e podem impactar o cenário social, de saúde e econômico. Objetivo: Avaliar o efeito in vitro da laserterapia de baixa potência associada ao guaraná em fibroblastos humanos envelhecidos. Metodologia: Fibroblastos dérmicos humanos (HFF-1) foram adquiridos comercialmente, cultivados em condições ideias de cultura celular. Inicialmente as células foram envelhecidas através de cultivo, e então expostas a guaraná na concentração de 5µg / mL e após 2 horas ao laser de baixa potência (LBP) usando um Endophoton LLT 0107 KLD® a 660 nm como fonte de irradiação, potência de saída de 35 mW , frequência 16 Hz, modo de onda contínua pontual, dose administrada de 4 J / cm2 com tempo de exposição de 14 s. Após 72 horas de exposição foram analisados marcadores oxidativos (dano ao DNA, dano a lípideos) e níveis proteicos dos fatores de crescimento FGF-1 e KGF relacionados a sintese de colageno e elastina. A análise estatistica através do programa Graph Pad Prism 5.0, por Anova de 2 vias seguida de teste Post-Hoc de Tukey. Foram considerados significativos os resultados com p &lt; que 0.05. Resultados: O tratamento combinado com guaraná e LBP diminuiu significativamente a oxidação de lipideos e do DNA, bem como modulou positivamente os níveis de FGF-1 e KGF. Algumas dessas alterações também foram observadas após o tratamento com guaraná ou LBT isoladamente. Conclusões: Apesar das limitações inerentes aos estudos in vitro, estes resultados podem ser considerados significativos, podendo ter relevância tanto na clínica médica como estética, uma vez que esta pode ser uma alternativa importante na prevençaõ de lesões de pele, bem como na questão de rejuvenescimento. Entretanto, mais estudos precisam ser realizados para confirmação destes resultados.</p> Nathália Cardoso de Afonso Bonotto, Verônica Farina Azzolin, Daíse Raquel Maldaner, Ivana Beatrice Mânica da Cruz, Marta Medeiros Frescura Duarte, Fernanda Barbisan ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10208 Qua, 06 Nov 2019 00:00:00 -0300 OXIDO NÍTRICO COMO BIOMARCADOR ASSOCIADO A HIPERTENSÃO ARTERIAL EM IDOSOS RIBEIRINHOS DA AMAZÔNIA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10274 <p>Introdução: Células endoteliais sintetizam o óxido nítrico (ON), responsável pelo relaxamento e contração da parede arterial. A disfunção endotelial contribui para um desbalanço na produção de ON, e pode contribuir com o desenvolvimento de vários fatores de risco de doenças cardiovasculares como a hipertensão arterial sistêmica (HAS), que está relaciona com a idade, por isso apresenta maior prevalência em idosos, bem como o aumento no estresse oxidativo. Objetivos: Analisar a relação entre ON, um biomarcador plasmático do estresse oxidativo, com os níveis elevados de pressão arterial sistêmica em idosos ribeirinhos da Amazônia. Metodologia: Selecionou-se 593 idosos (275 homens, 318 mulheres), inseridos na Estratégia de Saúde da Família (ESF-SUS) do município de Maués-AM com idade média de 72,28 ± 8,05 anos. Foi aplicada entrevista estruturada para avaliar a história clínica e estilo de vida. O aferimento da pressão arterial sistólico-diastólica (PAS/PAD), foi realizada por dois profissionais da saúde em dois momentos distintos, seguindo as instruções da V Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Os níveis de ONp foram medidos através da quantificação plasmática espectrofotométrica dos níveis de nitrato e nitrito. O estudo foi aprovado pelo Comitê de ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria, Resultados: Os níveis médios de ON foram de 32,82 ± 26,46 mmol/mL. Foi usado o valor do percentil 75 para comparação entre hipertensão grupo homens (41 mmol/mL) e mulheres (45 mmol/mL). Nos homens os níveis elevados de PAS (&gt; 140 mm/Hg) foram associados a níveis elevados de ON, independente da idade, história de hipertensão, diabetes, obesidade e outras doenças cardiovasculares. Nas mulheres esta associação não foi observada. Conclusão: Os resultados sugerem que níveis elevados de ON podem indicar em homens idosos com HAS não controlada, independente de outros fatores de risco cardiovascular.</p> Nathália Cardoso de Afonso Bonotto, Fernanda Barbisan, Ednea Aguiar Maia-Ribeiro, Euler Esteves Ribeiro, Bárbara Osmari Turra, Ivana Beatrice Mânica da Cruz ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10274 Qua, 20 Nov 2019 00:00:00 -0300 COMPARAÇÃO DA FORÇA DE PREENSÃO PALMAR E DESEMPENHO FUNCIONAL EM IDOSOS LONGEVOS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10207 <p>INTRODUÇÃO: A população acima de 80 anos está cada vez maior, essa fase é acompanhada por mudanças neuromusculares que resultam em processos degenerativos, entre eles declínios funcionais e diminuição da força muscular (1). OBJETIVOS: Comparar a força de preensão palmar e o desempenho funcional em idosos acima de 90 anos de idade. MÉTODOS: A amostra foi composta por 61 idosos longevos com idade acima de 90 anos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (nº 2.465.359) e os participantes assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os idosos foram agrupados em três estratos etários: 90-92 anos (n= 27), 93-95 anos (n=19), 96 anos ou mais (n=8). Para a avaliação da capacidade funcional realizaram o teste de sentar e levantar de uma cadeira (SL) e o teste Timed up and Go (TUG), para força de membros superiores o teste de preensão palmar (PP). RESULTADOS: Quando divididos por estratos etários, os valores médios encontrados para o TUG, SL e PP foram de 14,93±5,87s, 15,52±4,44s e 16,72± 4,76kg/f no grupo etário de 90-92 anos, 24,05±13,15s, 20,93±10,03s e 19,15±5,90kg/f no grupo de 93-95 anos e 19±7,95s, 20,29±7,43s e 14,60±6,14kg/f para o grupo de 96 anos ou mais. No TUG foi observado um melhor desempenho no grupo etário de 90-92 anos, quando comparado com o grupo de 93-95 anos (p=0,008). No teste de PP, quando comparados os grupos de 96 anos com os de 93-95 anos, foi encontrada uma menor força no grupo mais idoso (p=0,042). Quando comparados os estratos de 90-92 anos com os indivíduos de 93-95 anos (p=0,52) não foram observadas diferenças significativas. Já no teste SL, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos(p&gt;0,05). CONCLUSÕES: Os indivíduos entre 90-95 anos não apresentam alterações de força, já acima de 96 anos estima-se uma perda considerável. Em idades acima de 96 anos os resultados apontaram maior declínio de habilidades funcionais que necessitem de força muscular de membros inferiores.</p> Nathalia Griebler, Tainara Steffens, William Santos, Caroline Pietta Dias ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10207 Qua, 20 Nov 2019 00:00:00 -0300 MEDO DE CAIR E QUEDAS EM IDOSOS UM ESTUDO LONGITUDINAL http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10209 <p>O envelhecimento gera modificações físicas, psicológicas e sociais, para além de doenças crônicas e degenerativas que proporcionam agravos de saúde, que muitas vezes contribuem para fatores de risco de quedas¹. As quedas são consideradas uma das principais causas de morbidades, perda da capacidade funcional, institucionalização e até a morte, no entanto, o medo de cair é outro fator que contribui para diminuição da confiança e potencializa as limitações². Os programas de extensão universitária são uma alternativa para a prática de atividade física para a população idosa que visa uma melhora da qualidade de vida, prevenção de doenças, aumento das capacidades funcionais e independência. O objetivo do estudo foi comparar o medo de cair e a ocorrência de quedas em idosos participantes de um programa de extensão universitária em atividade física ao longo de quatro anos. A pesquisa caracteriza-se como quase-experimental e longitudinal. A amostra foi composta por 68 idosos, divididos em dois grupos, G1- caidores (n=13, idade média 73,54±9,22), idosos com histórico de quedas e G2-não caidores (n=55, idade média 69,35±6,35) sem histórico de quedas nos últimos 6 meses. Para comparação das médias utilizou-se o teste t para amostras dependentes e independentes com índice de significância (p≤0,05) e cálculo de frequência, com o SPSS 21.0 (Comitê de ética nº. 21.629). Os dados foram coletados através de questionários pré-intervenção (início do ano) e pós-intervenção (final do ano), abrangendo a ocorrência de quedas e o questionário Falls Efficacy Scale Internacional (FES-I), para avaliar o risco de quedas. Foi possível identificar que, quanto ao medo de quedas, houve diferença estatisticamente<br>significante (p≤0,021) entre grupos na primeira pré-intervenção (pré-2014), mas essa alteração não se manifestou ao longo dos anos. Em relação ao G1 e G2 no pré-2014 e pós2017, não foi identificada alterações em relação ao medo de quedas, assim mantendo-se ao longo do tempo. Mas foram identificadas as situações que mais aumentaram o medo nos idosos quanto a queda, destacando-se aquelas mais complexas e desafiadoras quanto aos obstáculos externos.</p> Priscilla Cardoso da Silva, Vanessa Dias Possamai, Pâmela Andrieli da Silva Tristão ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10209 Qua, 20 Nov 2019 00:00:00 -0300 SINTOMAS DEPRESSIVOS E SUA RELAÇÃO COM PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DE PARTICIPANTES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10226 <p>Nos últimos anos, com o envelhecimento populacional a temática do idoso tem ganhado relevância, especialmente pelas doenças apresentadas por esta faixa etária da população, entre elas a depressão¹,². O objetivo deste estudo foi analisar a presença de sintomatologia depressiva de idosos participantes de um projeto de extensão universitária e sua relação com variáveis sociodemográficas. Foram avaliados 134 idosos de um programa de extensão universitária e sua relação com variáveis sociodemográficas. Foi utilizado Geriatric Depression Scale e um questionário contendo dados do perfil Sociodemográfico, para análise dos resultados utilizou-se a estatística descritiva com cálculo de frequência e percentual, SPSS. 21.0 (comitê de ética n. 870096). Em relação à sintomatologia depressiva podemos verificar 84,6% não indicaram sintomas, 13,2% que indicaram sintomas leves e moderados e 2,2% indicaram sintomas graves. Em relação ao sexo 12 mulheres (66,7%) e 6 homens (33,3%) apresentaram sintomas leves e/ou moderadas e, 1 mulher (33,3%) e 2 homens (66,7%) apresentaram sintomas graves; ao fator estado civil, os idosos que não apresentaram sintomas de depressão são, na maioria, casados (38,6%) e as pessoas viúvas (31,6%). Na classificação por escolaridade, que não apresentaram sintomas de depressão foram os que possuíam grau universitário (n=43;37,7%), seguidos do secundário(26,4%) e ginásio(18,4%), dentre as pessoas que apresentam sintomas leves e/ou moderados, destacando o secundário (n=6; 33,3%), seguido do primário (n=5; 28,8%). Na renda, as pessoas que não apresentavam sintomas de depressão, na maioria, apresentavam 02 a 04 salários mínimos com 47 pessoas (41,2%), seguido de 05 a 07 salários mínimos (20,2%). Sobre o perfil sociodemográfico e a sua relação com a sintomatologia depressiva verificamos que pessoas com menos de 70 anos, sexo masculino, casados e com renda entre 02 e 04 salários mínimos possuem maior propensão a sintomas depressivos.</p> Priscilla Cardoso da Silva, Vanessa Dias Possamai, Pâmela Andrieli da Silva Tristão, Andréa Kruger Gonçalves ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10226 Qua, 20 Nov 2019 00:00:00 -0300 ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL E VALIDAÇÃO DO THE STROKE SELF-EFFICACY QUESTIONNAIRE PARA O PORTUGUÊS DO BRASIL: UM ESTUDO PILOTO http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10267 <p>INTRODUÇÃO: O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença caracterizada pelo comprometimento funcional do cérebro, podendo ser dividido em AVC isquêmico e hemorrágico. As doenças cerebrovasculares podem gerar consequências, entre elas o déficit nas funções motoras, sensoriais, cognitivas, comunicativas e emocionais. A paralisia/paresia é o déficit mais comum relacionado às funções motoras e ocorre, tipicamente, na região contralateral a área cerebral afetada. Assim, os pacientes podem ser afetados por transtornos emocionais, além de prejudicar a sua capacidade de realizar as suas atividades básicas e instrumentais de vida diária. A auto percepção funcional é um importante mediador do processo de adaptação pós-AVC. Porém, poucos estudos buscam mensurar as restrições de participação percebidas pelo indivíduo em seu processo de reabilitação. O The Stroke Self-Efficacy Questionnaire (SSEQ) é um excelente instrumento para avaliar o grau de confiança do indivíduo frente à diversas atividades de sua rotina diária, e ainda não foi validado transculturalmente para a língua portuguesa, impossibilitando que os profissionais do nosso país possam utilizá-lo para melhor traçar os objetivos da reabilitação. OBJETIVO:<br>Adaptar transculturalmente, examinar a consistência interna e a convergência de desempenho de uma versão brasileira do SSEQ. MATERIAL E MÉTODOS: Tradução e adaptação transcultural por meio do método de Beaton. A consistência interna foi aferida por meio do alfa de Cronbach e a avaliação convergente comparando a SSEQ versão brasileira com os resultados dos Índices de Barthel, Franchay e Questionário de Qualidade de vida pós-AVC (QoL pós-AVC). RESULTADOS: Neste estudo, 12 indivíduos foram avaliados. O SSEQ versão brasileira atingiu uma consistência interna substancial, com um alfa de Cronbach de 0,754. Observou-se também uma boa validade convergente quando comparado com outros instrumentos padrão áureo, sendo mais consistente com os índices de Barthel (ICC = 0,77) e Frenchay (ICC = 0,63), respectivamente. Não existiu concordância estatisticamente significativa em comparação com o QoL pós-AVC (ICC= 0,41). CONCLUSÃO: Conclui-se, preliminarmente, que o SSEQ versão brasileira possui boas características psicométricas e é consistente com os resultados aferidos por outros instrumentos padrão-áureo. Pretende-se ampliar a amostra para a validação final do instrumento em questão.</p> Eliana da Silva Jaques, Pedro Henrique Deon, Fabiane de Oliveira Brauner, Bianca Pacheco Loss, Gabriel Hoff da Silveira, Régis Gemerasca Mestriner ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10267 Qua, 20 Nov 2019 00:00:00 -0300 IDOSOS NA SALA DE AULA: UMA EXPERIÊNCIA DE INCLUSÃO DIGITAL http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10275 <p>O estudo é resultado de pesquisa sobre aprendizagem digital de pessoas adultas e idosas de um programa de extensão, destinado a pessoas acima dos 50 anos de idade. O objetivo do estudo foi identificar as dificuldades enfrentadas pelo grupo na aprendizagem de novas tecnologias. O estudo é exploratório, de natureza quantitativa e qualitativa, e se propõe a investigar a aprendizagem digital dessa população no âmbito das novas tecnologias de informação e de comunicação, evidenciando interesses, mecanismos e obstáculos no processo. As referências teóricas usadas para sustentar o estudo se encontram nas obras de Nóvoa (2013), Stebbins (2008), Canário (2013), Jarvis (1987, 2015), Baltes (1987), Rabasco e Castellanos (2000) e Freire (2005). A construção dos dados empíricos se deu por intermédio de questionário estruturado, perguntas fechadas e abertas, aplicado com auxílio de ferramentas digitais: computadores, tabletes, smartphones e notebooks. A amostra construída por conveniência e intencionalidade (PEREIRA, 1995) foi definida por critérios previamente estabelecidos, ou seja, participar das oficinas sobre uso de tecnologias digitais, aceitar fazer parte da pesquisa, assinar o termo de consentimento livre. Os resultados parciais da<br>pesquisa sinalizam um universo de aprendizagem digital potencializado fora da escola, porém na sala de aula. Os resultados mostram que os alunos registram a importância do professor para que aconteça o processo. Precisam também de exemplos e de explicações repetitivas para entender como se dá o uso das tecnologias. Além da experiência, registram que precisam anotar os passos para o uso de aplicativos. Vêm o processo como positivo já que proporciona integração com a família, amigos, parentes e também com a vida social. A pesquisa contribui para a inclusão de idosos por meio do conhecimento e uso de ferramentas e aplicativos.</p> Vania B.M. Herédia, Verônica Bohm ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10275 Qua, 20 Nov 2019 00:00:00 -0300 ALZHEIMER, SEXUALIDADE E INSTITUCIONALIZAÇÃO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10268 <p>INTRODUÇÃO: O processo de envelhecimento produz transformações, mudanças e adaptações na vida das pessoas em diferentes aspectos. OBJETIVO: analisar a produção científica sobre a sexualidade de pessoas idosas portadoras de Alzheimer e institucionalizadas. MÉTODO: revisão integrativa de artigos publicados nos últimos 10 anos, realizada na SCIELO, LILACS e PUBMED sendo utilizados os descritores (DECs): sexuality, Alzheimer disease, institucionalization e sexuality, dementia, institucionalization. RESULTADOS: Foram encontrados 6 artigos, dos quais 2 duplicados, restando 4 artigos, publicados entre 2014 e 2017. A necessidade da construção de conhecimentos acerca das temáticas na formação dos profissionais em saúde torna-se um aspecto contribuinte para uma postura cautelosa desses profissionais em relação à expressão da sexualidade das pessoas com Alzheimer e uma questão eticamente compassiva para quem cuida¹. Quando se deparam com uma situação de expressão da sexualidade por parte dos residentes, a reação mais comum é buscar o aconselhamento de outros profissionais². Visto que muitos profissionais entendem certas manifestações como inadequadas e não sabem como lidar com tais situações³. As pessoas idosas residentes expressam sua sexualidade de várias formas, e possuem atitudes positivas em relação à sexualidade, enfatizam o caráter individual tanto do interesse quanto da expressão sexual4. CONCLUSÕES: Observa-se escassez de publicações e é preciso desenvolver as temáticas na formação para que os profissionais compreendam e atendam as perspectivas e necessidades das pessoas idosas, para que essas possam manifestar sua sexualidade sem culpabilidade, com possibilidades e fluidez.</p> Tatiane Rocha Razeira, Maria Gabriela Valle Gottlieb ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10268 Qua, 20 Nov 2019 00:00:00 -0300 SEXUALIDADES (DES)COBERTAS http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10269 <p>INTRODUÇÃO: Dentre as mudanças que ocorrem no processo de envelhecimento, incluem-se as referentes às sexualidades, possíveis em todas as idades e expressas de forma singular e diversa. A gerontologia e outras áreas do conhecimento corroboram que esse decréscimo é substituído por uma intensidade ampliada do prazer sexual¹. A sexualidade na velhice possui uma conduta sexual bastante intrincada, abrange aspectos físicos e emocionais. Assim como outros órgãos do sistema, na velhice, os órgãos sexuais sofrem mudanças, o que não extingue sua função. Envelhecer não é sinônimo de adoecer². OBJETIVO: identificar a percepção de pessoas idosas institucionalizadas sobre sexualidade. MÉTODO: pesquisa etnográfica, realizada em uma instituição privada de Santa Maria - RS. RESULTADOS: participaram da pesquisa 15 pessoas idosas de ambos os sexos, com média de idade de 71 anos. As respostas mostraram concepções diferentes, mas que se originam e convergem, da/na mesma direção. As quais são frutos de uma educação conservadora e dentro da normalidade heterossexual e conjugal. A sexualidade mostra-se como um aspecto de foro íntimo e privado, ela se faz presente, mas encoberta, e esse disfarce é atravessado por conceitos preestabelecidos e pela ideia persistente de velhice assexuada. Essas alusões advêm tanto da parte da pessoa idosa como dos profissionais que trabalham na instituição e familiares. Esses aspectos demonstram a necessidade de discutir a temática da sexualidade na velhice com a equipe de profissionais e com as próprias pessoas idosas. CONCLUSÃO: Faz-se necessário compreender a sexualidade na velhice como algo natural. As pessoas idosas conseguem se adaptar e conviver com as transformações físicas e podem manter uma vida sexual prazerosa, permitindo-se novas vivências amorosas, nas quais valorizam mais o companheirismo, o afeto e o cuidado do que a relação sexual propriamente dita. O conhecimento sobre os diferentes aspectos da sexualidade que constituem o sujeito idoso proporcionará qualidade no atendimento e proposições que objetivam o bem-estar integral da pessoa idosa.</p> Tatiane Rocha Razeira, Angelita Alice Jaeger ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10269 Qua, 20 Nov 2019 00:00:00 -0300 UNIVERSIDADE ABERTA DA TERCEIRA IDADE NO RIO GRANDE DO SUL http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10270 <p>É consabido que a população brasileira está envelhecendo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a população dos estados brasileiros do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul (RS) tem o maior número de idosos (18,6%). Assim, é importante pensar em como as pessoas estão envelhecendo e quais atividades estão desenvolvendo após os 60 anos. Os cursos voltados aos idosos, em Universidades Aberta da Terceira Idade (UNATI), proporcionam um envelhecimento ativo, visando a saúde física e mental, além da interação social. O objetivo foi verificar quantas UNATI’s existem no RS e quais cursos estão sendo ofertados. Para tanto, foi realizada uma investigação através de um portal online em que constam as instituições de ensino superior<br>(IES) do RS. Todos os dados foram digitados em planilha Excel. A pesquisa no site BuscaFaculdade mostra que há, no RS, 115 IES. Dessas, 26 tem algum centro desenvolvido para oferta de atividades para terceira idade, não necessariamente denominadas UNATI. Os cursos mais ofertados foram: atividade física, incluindo aulas de pilates e dança, idiomas e informática. Apesar de existirem mais IES privadas do que públicas, apenas uma das instituições públicas não oferece curso aos idosos no RS, enquanto que diversas instituições privadas não ofertam atividades para idosos. Foi possível verificar que inúmeras IES estão ofertando atividades aos idosos para proporcionar um envelhecimento com maior qualidade de vida.</p> Thamires Ferreira Rodrigues, Anelise Crippa, Valéria Lamb Corbellini, Rita de Cássia Teixeira Petrarca, Marcelo Bonhemberger ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10270 Qua, 20 Nov 2019 00:00:00 -0300 PERFIL DO USO DE MEDICAMENTOS POR IDOSOS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA DE PORTO ALEGRE http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10271 <p>Introdução: O envelhecimento pode causar diversos agravos à saúde do idosos, elevando o consumo de medicamentos.1 O objetivo do estudo foi avaliar o perfil farmacológico dos idosos atendidos pela Estratégia Saúde da Família (ESF). Métodos: Estudo transversal, coletado de forma prospectiva em uma amostra aleatória da população idosa cadastrada na ESF de Porto Alegre/RS. Esta pesquisa fez parte do Estudo Epidemiológico e Clínico dos Idosos atendidos pela Estratégia Saúde da Família do município de Porto Alegre EMISUS.2 Os idosos foram entrevistados nas residências pelos agentes comunitários de saúde, que aplicaram um questionário geral, contendo informações sobre medicamentos. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (parecer número 10/04967, registro 499 do processo 001.021434.10.7). Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Foram incluídos 761 participantes com idade média de 77,1±10,3 anos, representados na sua maioria por mulheres (63,9%), cor branca (64,7%) e primeiro grau incompleto (66,8%). A média de medicamentos utilizados foi de 4,1±3,1 e a prevalência 85,0%. Os grupos anatômicos mais utilizados foram: sistema cardiovascular (80,1%), sistema digestivo e metabolismo (56,9%) e sistema nervoso (46,8%). Em relação ao entendimento, 75,4% dos idosos reconheciam o medicamento pelas características da embalagem e 53,4% adquiriam na rede pública. Não aderiam ao tratamento farmacológico 66,8%. Conclusões: Como os idosos são os que mais utilizam medicamentos, estudos com essa abordagem podem contribuir para formulação de estratégias de atenção a essa população. A inclusão de farmacêuticos nas equipes é de uma imensa importância, podendo auxiliar no cuidado ao paciente prestando assistência farmacêutica</p> Camila Pereira de Andrade, Paula Engroff, Vanessa Sgnaolin, Newton Luiz Terra, Alfredo Cataldo Neto ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10271 Qua, 20 Nov 2019 00:00:00 -0300 CAUSAS BÁSICAS DE ÓBITO EM LONGEVOS DIABÉTICOS NO RS: DADOS DO DATASUS 2017 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10272 <p>Introdução: Idosos diabéticos apresentam risco elevado de morte prematura e elevada predisposição a comorbidades1, sendo os longevos (80 anos ou mais) os mais vulneráveis. As causas de óbitos são consideradas umas das informações de maior relevância para o conhecimento da situação de saúde de uma população, subsidiando o planejamento e a administração de programas2. A causa básica revela a doença inicial da sequência que levou ao falecimento e, portanto, ela deve orientar as ações em saúde no sentido de sua prevenção3. Objetivos: Investigar as principais causas básicas de óbito em longevos com diabetes mellitus tipo II. Métodos: Foram analisados os dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Departamento de Informática do SUS<br>(DATASUS) referentes às principais causas de óbito em longevos do Rio Grande do Sul. Foi utilizado os capítulos E10-E14 diabetes da Classificação Internacional de Doenças versão 10 (CID 10) para identificar os diabéticos. Os dados foram analisados com o programa Epi Info versão 7.2. Resultados: Dos 27.205 longevos cadastrados, 9,6% (n=2.573) eram diabéticos. Observou-se maior frequência de diabetes em mulheres (66,3% n=1.706), indivíduos com 4 anos ou mais de estudo<br>(40,0% n=929), brancos (92,2% n=2.289) e viúvos 57,2%(n=1.404). Dentre as quatro principais causas básicas de mortes em longevos diabéticos estão: a própria diabetes (50,4% n=1.295); doenças do aparelho circulatório (22,7% n=583); doenças do aparelho respiratório (10,0% n=256); neoplasias (6,3% n=162); e outras causas (10,6% n=276). Conclusões: Os dados levam a concluir que os longevos diabéticos não estão recebendo tratamento adequado.</p> Vivian Ulrich, Renata Breda Martins, Luana de Souza Goulart, Ângelo José Gonçalves Bós ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/10272 Qua, 20 Nov 2019 00:00:00 -0300