Revista da Faculdade de Odontologia - UPF http://www.seer.upf.br/index.php/rfo <p>A RFO UPF é uma publicação quadrimestral dirigida à classe odontológica que tem por objetivo disseminar e promover o intercâmbio de informações científicas, divulgando artigos inéditos de investigação científica; resumos de teses, dissertações e monografias; relatos de casos clínicos e artigos de revisão sistemática que representam contribuição efetiva para a área do conhecimento odontológico.</p> pt-BR <p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br>Este periódico bem como seus artigos estão licenciados com a licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a>.</p> revfo@upf.br (Coordenação de Editoração da REVFO-UPF) revfo@upf.br (Diênifer de Oliveira (On-Line)) Qui, 19 Dez 2019 13:09:02 -0300 OJS 3.1.1.2 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Expediente RFO - v.24 n. 2 (2019) http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10431 REVFO REVFO ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10431 Ter, 17 Dez 2019 15:47:15 -0300 Doenças de glândulas salivares: estudo epidemiológico em um serviço de Estomatologia do sul do Brasil http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10432 <p>Objetivo: realizar um levantamento epidemiológico das doenças de glândulas salivares por meio de análise de prontuários registrados em um serviço de Estomatologia do sul do Brasil. Métodos: a amostra foi composta por aproximadamente 24.000 prontuários de pacientes do Serviço de Estomatologia do Hospital São Lucas, atendidos no período de 1977 a 2017. Foram selecionados os prontuários que apresentassem as seguintes enfermidades de glândulas salivares: mucocele, rânula, sialolitíase, sialoadenite infecciosa, síndrome de Sjögren, sialometaplasia necrosante e neoplasias benignas ou malignas. Os dados coletados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, utilizando o teste Qui-Quadrado. Resultados: das 817 enfermidades encontradas, 56,2% eram mucoceles, 11,1% sialoadenites infecciosas, 10,3% rânulas, 10,1% sialolitíases, 5,5% neoplasias benignas, 4,3% síndrome de Sjögren, 2,1% neoplasias malignas e 0,4% sialometaplasias necrosantes. O mucocele apresentou predileção pelo sexo masculino, enquanto a rânula e a síndrome de Sjögren foram mais associadas ao sexo feminino. As demais enfermidades não apresentaram predileção por sexo. A localização das lesões, as características clínicas e a idade dos pacientes acometidos foram também avaliadas. Conclusão: as doenças das glândulas salivares merecem destaque entre as enfermidades do sistema estomatognático devido à complexa anatomia dessas estruturas, à importância da saliva na homeostase bucal e ao comportamento clínico indolente das neoplasias malignas que acometem essas glândulas.</p> Victória Lopes Leal, Dieni da Silveira Teixeira, Maria Antonia Zancanaro de Figueiredo, Karen Cherubini, Fernanda Gonçalves Salum ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10432 Ter, 17 Dez 2019 15:59:44 -0300 Saúde bucal em crianças com câncer: conhecimentos e práticas dos cuidadores http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10433 <p>Objetivo: avaliar os conhecimentos e as práticas dos cuidadores sobre saúde bucal em crianças com câncer, na instituição beneficente Lar Amigos de Jesus, em Fortaleza, Ceará, além de identificar as principais complicações bucais decorrentes do tratamento oncológico e como é estabelecida a relação médico-dentista desses pacientes. Materiais e método: a população do estudo foi composta por 15 cuidadores, que são pessoas responsáveis pelo acompanhamento das crianças acolhidas pela entidade. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semiestruturada. Para análise dos dados, foi utilizada a técnica de análise de conteúdo temático. Resultados: todos os entrevistados eram do sexo feminino e não trabalhavam. Quanto ao grau de parentesco com a criança, 14 das entrevistadas eram as mães e uma entrevistada era a avó. Após a decomposição do corpus e da codificação das unidades temáticas, o material coletado foi estruturado nas seguintes categorias: cuidados em saúde bucal, complicações bucais decorrentes do tratamento oncológico, relação médico-dentista, saúde geral e saúde bucal. Conclusão: a manutenção da higiene bucal das crianças, antes, durante e após o tratamento antineoplásico, é da maior relevância para evitar o aparecimento de complicações bucais decorrentes das diferentes terapias aplicadas no combate ao câncer. Entretanto, pode-se perceber a falta de informação sobre as práticas de higiene bucal e a dificuldade em entender a importância da saúde bucal para a manutenção da saúde sistêmica. Ficou evidenciada a importância da inserção do cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar para acompanhamento do paciente oncológico pediátrico, visando à melhoria da qualidade de vida desse sujeito.&nbsp;</p> Yohana de Oliveira Ponte, Rubiane Diógenes Alves Ximenes, Amanda de Albuquerque Vasconcelos, Daniela Cavalcante Girão ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10433 Ter, 17 Dez 2019 16:30:15 -0300 Conhecimento de cirurgiões-dentistas de Atenção Primária à Saúde acerca de urgências endodônticas http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10436 <p>Objetivo: avaliar o conhecimento de um grupo de cirurgiões-dentistas que trabalham em Atenção Primária à Saúde acerca de diagnósticos e condutas a serem tomadas diante de urgências em endodontia. Métodos: 24 cirurgiões-dentistas responderam um questionário estruturado, adaptado para o estudo. O instrumento abordava características socioeconômicas e o conhecimento dos cirurgiões-dentistas sobre diagnósticos e condutas perante patologias pulpares e periapicais. Os dados foram submetidos a análises estatísticas descritivas (medidas de variabilidade e de tendência central) e de associação entre os desfechos e as variáveis independentes, pelo Teste t Student e pelo teste de correlação Pearson, todos com α ≤ 0,05. Resultados: a quantidade de acertos dos participantes foi baixa nas perguntas selecionadas, as quais eram vinculadas aos conhecimentos de urgência em endodontia (27,3% – 68,2%). Essa baixa quantidade de acertos foi relacionada às variáveis sexo, idade e tempo de formado. Conclusão: o cirurgião-dentista deve estar preparado para lidar com urgências endodônticas desde a formação acadêmica. Considerando a baixa quantidade de acertos nas questões acerca de urgências endodônticas, atualizações constantes sobre o tema são necessárias, a fim de aprimorar o conhecimento dos profissionais e ampliar a resolutividade dos serviços.</p> Michele Marciano de Oliveira, Francisco Montagner, Victor Nascimento Fontanive ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10436 Qua, 18 Dez 2019 08:13:44 -0300 Comparisons between photographic equipment for dental use: DSLR cameras vs. smartphones http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10437 <p>Objetivo: comparar a qualidade da imagem obtida por seis câmeras utilizadas para documentação odontológica, incluindo quatro câmeras DSLR e dois smartphones com diferentes tamanhos de sensor. Métodos: a divisão dos grupos foi realizada pelo tipo de equipamento: APSCcan18-55 - Sensor APS-C Canon (EOS T5i) + lente 18-55 mm; APSCcan100 - Sensor APS-C Canon (EOS T5i) + lente macro de 100 mm; APSCnik18-55 - Sensor APS-C Nikon (D5100) + lente 18-55 mm; APSCnik100 - Sensor APS-C Nikon (D5100) + lente macro de 100 mm; ip1 / 3 ”- iPhone com sensor de 1/3 de polegada; ga1 / 2.6 ”- Galaxy com sensor de 1 / 2,6 polegadas. Dois conjuntos de imagens – “documentação odontológica” e “pequenos objetos” – foram realizados. As fotografias foram avaliadas por três grupos de examinadores: estudantes de graduação (US); dentistas (DS); e dentistas com experiência em fotografia (DP). Foram atribuídas pontuações entre 0 e 10. Os resultados foram comparados por Anova e Tukey (α = 0,05). Resultados: os maiores escores foram obtidos com o APSCnik100 (8,5). Para “documentação odontológica”, APSCcan18-55 e APSCnik18-55 apresentaram os menores valores. Para “objetos pequenos”, as DSLRs resultaram em valores médios mais altos em comparação aos smartphones. Conclusões: as câmeras DSLR com lentes de 18 a 55 mm e sem flash circular não devem ser usadas para fotografias de documentação. As câmeras DSLR, independentemente da lente, são superiores aos smartphones para fotografias de objetos pequenos.</p> Eduardo Grigollo Patussi, Bruno Cezar Garcia Poltronieri, Rodrigo Ottoni, Juliane Bervian, Caroline Lisboa, Pedro Henrique Corazza ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10437 Qua, 18 Dez 2019 08:41:47 -0300 Estudo longitudinal da halitose por meio da cromatografia gasosa http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10438 <p>Objetivos: correlacionar os exames organolépticos (método subjetivo) e a cromatografia gasosa (método objetivo) para diagnóstico conclusivo da halitose e avaliar o comportamento dos compostos sulfurados voláteis (CSVs) durante o manuseio clínico desta patologia. Metodologia: estudo longitudinal com 19 pacientes submetidos ao diagnóstico de halitose, com exames organolépticos (EOt1) e cromatografia gasosa (ECGt1) realizados durante a consulta inicial, com todos os pacientes oriundos do município de Ijuí, Rio Grande do Sul. Todos os 38 exames complementares foram confrontados entre si, por meio do teste estatístico Qui-Quadrado de independência. Para acompanhamento clínico da efetividade do tratamento da halitose e, consequentemente, análise do comportamento dos CSVs, outros quatro exames de cromatografia gasosa (ECGt2, ECGt3, ECGt4 e ECGt5) foram realizados para cada paciente, e todos (95) comparados entre si, pelo teste de Wilcoxon. Resultados: a correlação entre EOt1 e ECGt1 obteve concordância em 78,9% dos casos, indicando forte associação (p = 0,002) entre ambos. Ao avaliar a monitorização dos compostos sulfurados H2S, CH3SH e (CH3)2S, todos envolvidos em alguma fase da gênese da halitose, houve significativa redução de todos os compostos. Conclusões: os exames de cromatografia gasosa (objetivo) e organoléptico (subjetivo) são equivalentes para diagnóstico inicial da halitose, pois apresentaram correlação estatística significante. Em relação à monitorização do tratamento da halitose, a cromatografia gasosa se mostrou eficiente, apresentando altos índices de redução de todos os CSVs.</p> Leo Kraether Neto, Jorge Ricardo Schmidt Maas, Fernanda Pellicioli ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10438 Qua, 18 Dez 2019 00:00:00 -0300 Oral health condition of elderly people with Parkinson disease http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10439 <p>A higiene bucal de indivíduos com doença de Parkinson (DP) é claramente prejudicada por dificuldades na escovação devido ao comprometimento motor e aos tremores. Além disso, outros aspectos relacionados à doença parecem impactar a qualidade da saúde bucal. Objetivo: este estudo observacional seccional caracterizou a condição de saúde bucal de indivíduos com DP. Métodos: foram examinados cinquenta indivíduos com DP, com idades variando entre 53 e 94 anos, que utilizavam medicamentos para DP. Os participantes da pesquisa foram submetidos a exame bucal para avaliar: uso e necessidade de prótese, índice de dentes cariados, perdidos e obturados (CPOD), Índice Periodontal Comunitário (IPC), Índice de Perda de Inserção Periodontal (PIP) e mucosa bucal. Além disso, foi aplicado um questionário para obtenção de dados pessoais e sobre saúde geral e saúde bucal. Os dados foram analisados usando estatística descritiva. Resultados: observou-se alto percentual de uso de prótese superior (92%), enquanto o <br>arco inferior apresentou elevada necessidade de prótese (66%). O CPOD revelou um alto número de dentes perdidos; o IPC apresentou prevalência de 43% de cálculo dentário; e o PIP revelou 28% de perda de inserção de 4-5 mm. Os achados mais frequentes na avaliação da mucosa bucal foram estomatite por dentadura e hiperplasia fibrosa inflamatória. Conclusão: os indivíduos com DP mencionam xerostomia, apresentam alto número de dentes faltantes, um número reduzido de dentes saudáveis e lesões bucais, representando uma população-alvo para o cuidado de saúde bucal especializado.</p> Carolina Zarpelon, Nicole Regina Stahl Melchiors, Sinval Adalberto Rodrigues-Junior, Vanessa da Silva Corralo, Michele Gassen Kellermann ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10439 Qua, 18 Dez 2019 00:00:00 -0300 Conhecimento de responsáveis sobre traumatismo dentário em crianças http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10440 <p>Objetivo: identificar o conhecimento de pais/responsáveis sobre como proceder em caso de traumatismo dentário. Método: pesquisa com desenho observacional descritivo realizada por meio de questionários impressos entregues a 80 pais/responsáveis por crianças atendidas nas disciplinas de Clínica Infantil e Ortodontia I e II da Faculdade Avantis. A análise dos dados foi realizada de forma descritiva e com os testes Qui-Quadrado e Exato de Fisher. Resultados: a prevalência de pais que nunca receberam orientações sobre como porceder perante um traumatismo dentário foi de 75%, associando-se às respostas das perguntas: se saberiam como acondicionar o dente (p=0,001) e se já presenciaram alguma situação de trauma dental (p=0,047). As variáveis socioeconômicas escolaridade e renda e a autopercepção sobre o que fazer em uma situação de traumatismo dentário não se associaram a ter recebido informação sobre como proceder perante um traumatismo dentário, segundo o autorrelato dos responsáveis. A maioria dos pais das crianças nunca receberam informações e não sabem como proceder em caso de um possível traumatismo dentário. Conclusão: ter recebido informação sobre como proceder diante de um traumatismo dentário está associado a já ter presenciado situação de traumatismo dentário e a saber como acondicionar o dente para levar no dentista.</p> Rayani Link Servat, Luiza Carolina Schistel, Carla Massignan ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10440 Qua, 18 Dez 2019 10:21:20 -0300 Perfil sociodemográfico e autopercepção em saúde bucal de cuidadores de indivíduos com deficiência intelectual http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10441 <p>Objetivos: analisar o perfil sociodemográfico e avaliar a autopercepção em saúde bucal de cuidadores de indivíduos com deficiência intelectual. Métodos: foram entrevistados 103 cuidadores em instituições de apoio a pessoas com deficiência intelectual da Região Metropolitana de Porto Alegre (RS) para se avaliar as variáveis estudadas. Resultados: a maior parte era composta por mulheres (93%) e mães (79%), a idade média foi de 47 anos ± 14.39 (DP) e grande parte possuía baixa escolaridade (51%). Quanto à renda familiar, o próprio cuidador era o provedor majoritário (40%), com renda total de até 2 salários mínimos (65%). Em relação à percepção de sua saúde bucal, 35% responderam que estavam insatisfeitos com seus dentes, e 84% dos cuidadores tiveram alguma dificuldade relacionada aos seus dentes nos últimos 6 meses. Dos entrevistados, 45% relataram não ter procurado atendimento odontológico por dificuldades financeiras. A maioria (45%) relatou ter procurado o dentista para tratamentos invasivos. Relacionando-se com a saúde do indivíduo cuidado, 75% dos entrevistados afirmaram que a saúde daqueles é mais importante do que a sua. Dentre os participantes da pesquisa, 47% acreditam que ser cuidador acarreta deixar a sua própria saúde em segundo plano. Conclusão: a maioria dos cuidadores de indivíduos com deficiência intelectual entrevistados no estudo era de mães cuidadoras em tempo integral, com poucos recursos financeiros e com baixa escolaridade. Muitas percebiam a necessidade de tratamento odontológico, entretanto, priorizavam o indivíduo sob cuidados em detrimento da sua saúde bucal.</p> Bruna Ackermann Schardong, Julia Bauer Marques, Camila Oliveira da Costa, Lina Naomi Hashizume ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10441 Qua, 18 Dez 2019 10:42:21 -0300 Conhecimento de professores e estudantes de educação física da Unisul acerca dos protetores bucais na prática de atividades esportivas http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10443 <p>A literatura não deixa dúvidas da importância do uso dos protetores bucais (PBs) na prática de esportes de impacto para a prevenção de traumas orofaciais. Objetivo: avaliar o nível de conhecimento dos professores e alunos do Curso de Educação Física da Universidade do Sul de Santa Catarina, Unidade Pedra Branca, campus Grande Florianópolis, com relação ao uso dos PBs na prevenção de traumas. Materiais e método: este é um estudo exploratório descritivo, no qual foi aplicado um questionário com questões que avaliaram o conhecimento dos entrevistados. Os dados obtidos foram tabulados em uma planilha do Microsoft Excel e submetidos à análise estatística descritiva no software SPSS 20.0. Resultados: foi demonstrado que 93,9% dos entrevistados conheciam os PBs. Com relação ao seu uso, apenas 30,5% dos entrevistados já utilizaram ou utilizam os PBs, sendo que apenas 2,3% utilizam PBs personalizados. Conclusão: pode-se concluir que ainda há pouca informação acerca dos PBs pelos profissionais e alunos do curso de Educação Física, especialmente com relação aos PBs personalizados, que são os mais indicados.</p> Julia Zorzo Barros, Guilhermo Enrico Sartori de Oliveira Andres, Marceli Vieira Martins, Keila Cristina Rausch Pereira, Simone Xavier Silva Costa ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10443 Qua, 18 Dez 2019 13:15:44 -0300 Fatores associados à experiência de cárie e qualidade de vida relacionada à saúde bucal em escolares http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10445 <p>Objetivo: avaliar a associação do nível socioeconômico da família e o grau de conhecimento dos pais sobre saúde bucal e a experiência de cárie e qualidade de vida relacionada à saúde bucal de escolares de 12 anos no município de Estação, RS. Métodos: a partir de um levantamento epidemiológico, 50 crianças (taxa de resposta: 81%) foram avaliadas por meio de exame clínico bucal, utilizando como critério de diagnóstico o índice de dentes permanentes cariados, perdidos e obturados (CPO-D), e entrevista estruturada, utilizando a versão brasileira reduzida do Child Perceptions Questionnaire 11-14 (CPQ 11-14), para medir o impacto das condições de saúde bucal na qualidade de vida. Os responsáveis responderam um questionário sobre condição socioeconômica da família, procura por atendimento odontológico e conhecimentos sobre saúde bucal. Foram considerados três desfechos distintos: experiência de cárie, presença de cárie não tratada e a severidade do CPQ 11-14. Resultados: a prevalência de cárie foi de 46%; desses, 24% possuíam pelo menos um dente com cavidade de cárie não tratada. A experiência de cárie e presença de lesões não tratadas foram associadas a fatores psicológicos, como a autopercepção em saúde bucal, e fatores socioeconômicos (possuir plano de saúde e tipo de serviço odontológico utilizado). Além disso, a autopercepção também se mostrou associada a fatores socioeconômicos e ao conhecimento dos pais sobre saúde bucal. Conclusão: fatores psicossociais, nível econômico da família e conhecimentos dos pais sobre saúde bucal estão associados à ocorrência de cárie e ao maior impacto na qualidade de vida em escolares.</p> Marta Todero Carteri, Ligiane Baccin Dallagnol, Bruno Emmanuelli, Antônio Augusto Iponema Costa, Simone Tuchtenhagen ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10445 Qua, 18 Dez 2019 13:36:45 -0300 Conhecimento do cirurgião-dentista acerca de maus-tratos à criança e ao adolescente http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10446 <p>Objetivo: avaliar o conhecimento do cirurgião-dentista em relação a crianças e adolescentes que apresentaram alguma suspeita ou sinal de maus-tratos e verificar se esses profissionais relataram essa violência aos órgãos competentes. Materiais e método: aplicou-se um questionário com 238 cirurgiões-dentistas, incluindo 4 estados brasileiros, que previamente consentiram em participar da pesquisa. O questionário foi composto de perguntas abertas e fechadas acerca do assunto, bem como de figuras para identificação de maus-tratos. Os dados coletados foram digitados em um banco de dados no programa Microsoft Excel e analisados no programa Statistical Package for the Social Science (SPSS) 20.0. Resultados: a maioria dos cirurgiões-dentistas afirmou já ter realizado algum atendimento odontológico pediátrico em seu consultório e não ter reconhecido um caso suspeito de maus-tratos. Dos profissionais que já reconheceram um caso suspeito, 28,6% não souberam como proceder. Quando foi mostrada a cartilha de maus-tratos para todos os profissionais, incluindo aqueles que nunca atenderam crianças, 64,7% souberam reconhecer os sinais de maus-tratos demonstrados nas ilustrações. Conclusão: mesmo que os dentistas se considerem capazes de identificar casos de maus-tratos de crianças, ainda existe uma porcentagem de casos sem encaminhamentos às autoridades judiciais. É necessário que os profissionais recebam mais informações sobre a necessidade de estar alerta para a detecção de casos suspeitos de maus-tratos de crianças e adolescentes, bem como para o seu dever legal de relatar tais casos às autoridades.</p> Aline Mattes da Silva, Jaciane Santos, Luiza Helena Almeida ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10446 Qua, 18 Dez 2019 13:51:08 -0300 Resistência à flexão de duas resinas compostas diretas após diferentes métodos de polimerização http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10447 <p>Objetivo: avaliar a influência de diferentes modos de polimerização sobre a resistência à flexão de três pontos de duas resinas compostas. Métodos: foram confeccionadas 88 amostras, sendo divididas em dois grupos, conforme a resina composta utilizada: Filtek Z350 XT e Forma. Os grupos foram subdivididos, de acordo com diferentes modos de polimerização, em: G1- Z350 por 20s a 1.000 mw/cm²; G2- Forma por 20s a 1.000 mw/cm²; G3- Z350 por 20s a 1.000 mw/cm² e micro-ondas por 3 minutos em 450w; G4- Forma por 20s a 1.000 mw/cm² e micro-ondas por 3 minutos em 450w; G5- Z350 por 2 vezes de 3s a 3.200 mw/cm²; G6- Forma por 2 vezes de 3s a 3.200 mw/cm²; G7- Z350 por 2 vezes de 3s a 3.200 mw/cm² e micro-ondas por 3 minutos em 450w; G8- Forma por 2 vezes de 3s a 3.200 mw/cm² e micro-ondas por 3 minutos em 450w. As amostras foram submetidas ao teste de resistência à flexão de 3 pontos, sob taxa de carregamento de 50 N/min, até a falha completa. Os dados foram analisados estatisticamente por análise de variância com dois fatores (two-way ANOVA) e teste de Tukey. Resultados: não houve diferenças estatísticas entre as resinas compostas e os modos de polimerização utilizados. Conclusão: de acordo com os resultados do estudo, e dentre suas limitações, os modos de polimerização não influenciaram a resistência à flexão, independentemente da resina composta testada.</p> Taiane Santos Duarte, Yvina Santos Silva, Alana Pinto Caroso Souza, Matheus Melo Pithon, Renato Piai Pereira, Adriana Oliveira Carvalho ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10447 Qua, 18 Dez 2019 14:10:32 -0300 Análise eletromiográfica do efeito da fisioterapia no músculo masseter em pós-operatório de politrauma de face http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10448 <p>Em situações de acidente, os traumas faciais têm ocupado lugar de destaque, e as fraturas mandibulares compreendem o maior percentual de injúrias tratadas pelos cirurgiões bucomaxilofaciais. Intervenções fisioterapêuticas vêm sendo somadas à reabilitação pós-operatória, otimizando a atividade muscular pós-trauma, colaborando na recuperação das funções mastigatórias, de fonação, deglutição e posturais. Objetivo: o presente estudo objetivou comparar a evolução longitudinal da atividade elétrica do músculo masseter por meio de exame eletromiográfico em um indivíduo politraumatizado submetido à fisioterapia e outro com fratura de mandíbula sem tratamento fisioterapêutico. Sujeitos e método: para tal pesquisa, analisou-se um voluntário politraumatizado submetido a tratamento fisioterapêutico, um voluntário com fratura de mandíbula sem tratamento fisioterapêutico e três voluntários sem fraturas como grupo controle. Foi realizada uma primeira coleta de dados eletromiográficos nos primeiros dias após alta do serviço de cirurgia responsável pelo tratamento das fraturas e uma segunda coleta 60 dias após. No indivíduo submetido ao tratamento fisioterápico, realizou-se ainda uma terceira coleta após 90 dias. Resultados: o voluntário politraumatizado submetido ao tratamento fisioterapêutico, em 90 dias, obteve atividade elétrica do músculo masseter, semelhante ao grupo controle. Já o voluntário com fretura mandibular não submetido ao tratamento fisioterapêutico apresentou resultados semelhantes ao grupo controle após 60 dias de alta hospitalar. Considerações finais: conclui-se que a intervenção fisioterapêutica em pacientes politraumatizados é de grande relevância, devolvendo a condição muscular fisiológica de mastigação, no que tange à atividade elétrica, num prazo de até 90 dias, apresentando, além disso, vantagens na redução da sintomatologia desarmonizadora da função.</p> Natália Francine de Paiva, Roberto Bernardino Júnior, Lucas Gabriel França Borges, Edilene Barbosa Ribeiro dos Santos, Flaviana Soares Rocha ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10448 Qua, 18 Dez 2019 14:33:00 -0300 Transplante dentário autógeno: revisão de literatura e relato de caso clínico http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10449 <p>Objetivo: o transplante dentário é uma técnica cirúrgica que consiste na movimentação cirúrgica de um dente, podendo ser vital ou tratado endodonticamente, o qual é submetido a uma avulsão do seu local de origem e implantado em outro alvéolo. Relato de caso: paciente do sexo masculino, 18 anos, normossistêmico, buscou atendimento no Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial da Pontífica Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) apresentando cárie no dente 26. O plano de tratamento consistiu em realizar um autotransplante do dente 28 para o alvéolo do dente 26. Após 8 meses do transplante, o dente apresentava em boas condições periodontais avaliadas clinicamente e em exame radiográfico. Considerações finais: o transplante dentário autógeno pode ser uma opção viável para a substituição de molares ausentes ou com cáries extensas, como mostrado no presente caso clínico.</p> Matheus Warmeling, Victória Steinner Estivalet, Paula Cristina Conte, Larissa Tessinari Jardim, Guilherme Genehr Fritscher, Rogério Miranda Pagnoncelli ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10449 Qua, 18 Dez 2019 14:50:37 -0300 Um raro diagnóstico de osteoma periférico em palato duro: relato de caso http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10450 <p>Objetivo: relatar uma biópsia excisional de um osteoma periférico no palato duro direito de uma paciente jovem, do sexo feminino e não sindrômica. Relato de caso: paciente do sexo feminino, 32 anos de idade, melanoderma e normossitêmico, buscou atendimento no ambulatório de diagnóstico estomatológico da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia com queixa quanto ao surgimento de lesão na região de palato. Após avaliação clínica e imaginológica, foi decidido realizar biópsia excisional sob anestesia local da lesão. Foram levantadas três hipóteses de diagnóstico: osteoma periférico, exostose ou osteossarcoma. O material coletado foi enviado para análise histopatológica, que confirmou a hipótese de osteoma periférico. Considerações finais: os osteomas periféricos na região de palato duro são raríssimos. Essa lesão geralmente é assintomática – exceto quando há impacto traumático durante a mastigação –, de crescimento lento, podendo se desenvolver em osso cortical ou medular. O tratamento de escolha é a remoção cirúrgica e o índice de recorrência é raro. O caso enfatiza a condição rara, pois foram encontrados apenas seis casos semelhantes relacionados na literatura.</p> Cristóvão Marcondes de Castro Rodrigues, Lara Maria Alencar Ramos, Antônio Francisco Durighetto-Júnior, Adriano Mota Loyola, Sérgio Vitorino Cardoso, Jonas Dantas Batista ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10450 Qua, 18 Dez 2019 15:07:21 -0300 Ameloblastoma unicístico: relato de caso http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10456 <p>Objetivo: relatar um caso de ameloblastoma unicístico, com intuito de descrever os seus aspectos clínicos, radiográficos e histopatológicos e a abordagem terapêutica, bem como discutir com base na literatura. Relato de caso: paciente do sexo feminino, 14 anos, procurou a clínica-escola do Curso de Odontologia da Universidade Estadual de Feira de Santana, acompanhada de sua genitora, referindo como queixa principal: “meu queixo tá inchado”. No exame físico intrabucal, observou-se tumefação em região mandibular esquerda, circunscrita estendendo-se do dente 31 ao 35, com consistência endurecida a palpação e ausência do dente 33. Foi realizada uma descompressão cirúrgica e biópsia incisional. O diagnóstico histopatológico confirmou a presença de infiltração mural por epitélio ameloblástico. Após confirmado o diagnóstico de ameloblastoma unicístico do tipo mural, o tratamento de escolha foi enucleação e curetagem da lesão. Considerações finais: esse tumor, quando tratado de forma conservadora, apresenta prognóstico favorável. Técnicas alternativas cada vez mais conservadoras estão sendo utilizadas no seu tratamento. Ainda assim, é importante o acompanhamento clínico e radiográfico de longo prazo, devido ao risco de recorrência após longos períodos.</p> Tháyla Caroline Azevedo Santana, Antonio Varela Câncio, Tarsila de Carvalho Freitas Ramos, Sheinaz Farias Hassam, Juliana Andrade Cardoso, Jener Gonçalves de Farias ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10456 Qua, 18 Dez 2019 16:24:23 -0300 Tratamento fechado em fratura mandibular: parassinfisária e côndilar bilateral – relato de caso clínico http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10457 <p>Objetivo: relatar um caso de fratura na região parassinfisária e côndilar bilateral após acidente ciclístico, tratada pela técnica de bloqueio maxilomandibular. Relato de caso: paciente do gênero feminino, 21 anos, deu entrada no Hospital Municipal Waldemar das Dores, Barão de Cocais, MG, vítima de acidente ciclístico, apresentando fratura de esmalte e dentina nos dentes 11 e 21, mordida aberta anterior, com incapacidade de atingir a máxima intercuspidação, juntamente com uma limitação de excursão lateral para o lado direito. Após exames tomográficos, foi constatada fratura completa de colo de côndilo direito, fratura em galho verde em côndilo esquerdo e fratura de cortical lingual parassinfisária. Por se tratar de uma paciente jovem e por apenas uma de suas fraturas apresentar-se completa (colo do côndilo direito), foi proposto tratamento fechado, por meio do bloqueio maxilomandibular. Conclusão: o bloqueio maxilomandibular foi considerado um tratamento eficaz no caso em questão, no qual foi possível estabelecer a consolidação das fraturas sem ocorrência de complicações pós-tratamento.</p> Leandro Oliveira Soares, Bethânia Carolina de Souza Carvalho, Renata Gonçalves de Resende, Alex Martins Gomes ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10457 Qua, 18 Dez 2019 16:46:46 -0300 Revisão dos aspectos morfológicos e imunoistoquímicos do linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) com ênfase em boca http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10459 <p>Os linfomas compreendem um grupo diverso de neoplasias malignas, provenientes de células do sistema imunológico em diferentes estágios de diferenciação. Objetivo: o propósito deste artigo é facilitar o diagnóstico do linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) por meio de seus aspectos clínicos, morfológicos e imunoistoquímicos, além de suas peculiaridades como manifestação primária em boca. Revisão de literatura: foi realizada uma revisão narrativa da literatura por intermédio de artigos selecionados nas bases de dados PubMed, Medline, SciELO e Lilacs, pela busca por palavras-chave. Aspectos relacionados a classificação e manifestações clínicas também foram considerados, a fim de facilitar o entendimento da lesão e de suas particularidades em boca. Verificou-se que o LDGCB representa a variante mais comum em boca. Os sinais e sintomas clínicos relacionados a essa condição podem ser: aumento de volume, dor, ulceração, alteração de cor da mucosa ou até mesmo parestesia. Morfologicamente, os LDGCBs apresentam células grandes, com padrão de crescimento difuso, citoplasma escasso, nucléolos evidentes e mitoses. Na imunoistoquímica, os LDGCBs são geralmente positivos para CD20 e outros marcadores da linhagem B (CD19, CD79a, PAX5 e CD138), dependendo do estágio de maturação em que se encontram as células B. Considerações finais: o diagnóstico do LDGCB em boca representa um desafio contínuo para os patologistas, em função da heterogeneidade de suas características morfológicas e imunofenotípicas.</p> Camila Tatyanne Santos de Freitas, Glória Maria de França, Jeconias Câmara, Tatiana Tatiana Nayara Libório-Kimura ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10459 Qui, 19 Dez 2019 08:09:10 -0300 Uso do hormônio do crescimento associado à fibrina rica em plaquetas e leucócitos injetável (I-PRF) http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10460 <p>Objetivo: demonstrar, por meio de uma revisão de literatura, a utilização do hormônio do crescimento (GH) e concentrados plaquetários e sugerir técnica de associação de uso para odontologia em processos de preservação de osso alveolar. Revisão de literatura: enxertos ósseos são uma necessidade na área da saúde, por diversas razões. A utilização de osso autógeno apresenta grande desvantagem em ter um segundo sítio cirúrgico, entretanto, os substitutos ósseos não possuem as características ideais. Assim, existe a busca por alternativas que otimizem a cicatrização e a incorporação dos substitutos ósseos, dentre elas os concentrados sanguíneos, ricos em fatores de crescimento derivados das plaquetas e o hormônio do crescimento. É possível encontrar uma vasta literatura utilizando os concentrados sanguíneos, inclusive utilizando esses como veículos para outras substâncias. Os concentrados sanguíneos são ricos em fatores de crescimento derivados das plaquetas, como fator de crescimento semelhante à insulina (IGF), Fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF) e outros. Além disso, também é possível encontrar, na literatura, o uso tópico de hormônio do crescimento em enxertos ósseos, fraturas e implantes dentários. Entretanto, o GH possui uma meia-vida de 20 minutos, assim, quando utilizado em conjunto com a I-PRF, espera-se um aumento no tempo de ação local. Considerações finais: é possível otimizar os enxertos ósseos utilizando-se L-PRF/I-PRF e hormônio do crescimento. Porém, são necessárias mais pesquisas.</p> João Antônio Colussi da Silva, Mateus Giacomin, Matheus Warmeling, Rogério Miranda Pagnoncelli ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10460 Qui, 19 Dez 2019 08:27:19 -0300 Tratamento de disfunção temporomandibular com ozonioterapia: revisão sistemática http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10461 <p>Dentre as dores orofaciais crônicas, as disfunções temporomandibulares são as mais comuns. Essa disfunção causa dor, tendo impacto nas atividades do dia a dia e na qualidade de vida das pessoas. Objetivo: verificar os efeitos da ozonioterapia no tratamento e na diminuição da dor da disfunção temporomandibular. Métodos: foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados SciELO, PubMed, Medline Bireme, Lilacs e Cochrane Library, a partir dos descritores: “Temporomandibular Joint Disorders”, “Ozone” e “Ozone therapy” e do equivalente em português “ozonioterapia”, nos idiomas português, inglês e espanhol, no período de março a junho de 2019. Resultados: foram encontrados 16 artigos, mas, após uma análise minuciosa e a aplicação dos critérios de exclusão, foram selecionados 4 artigos completos que preencheram os critérios de inclusão exigidos. Conclusão: a ozonioterapia é um método eficaz e seguro para o tratamento da dor relacionada à disfunção temporomandibular. As quatro pesquisas incluídas neste estudo mostraram que a articulação temporomandibular se cura muito mais rapidamente com a ozonioterapia do que com as outras terapias tradicionais que foram comparadas. Todavia, é importante que se façam futuros estudos para padronizar a questão das concentrações que devem ser utilizadas, bem como o tempo de tratamento da disfunção temporomandibular.</p> Leonardo Saraiva, Siglia Adriana Campos Tortelli, Matheus Santos Gomes Jorge, Márcia Oliveira Siqueira, Lia Mara Wibelinger, Daniela Cristina Miyagaki ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://www.seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/10461 Qui, 19 Dez 2019 08:48:18 -0300